A voz indígena em “Meu tio o iauaretê”, de Guimarães Rosa

Erich Soares Nogueira, Comissão Editorial Nau Literária

Resumo


o artigo propõe uma leitura do conto “Meu tio o Iauaretê”, de Guimarães Rosa, a partir da questão da voz e de aspectos da cultura indígena: o recorrente uso de termos do tupi-guarani e o aproveitamento de uma das mais conhecidas lendas amazônicas, a lenda da Iara, sereia dos rios cuja voz, canto e beleza atraem um jovem índio em direção à morte. O conto é narrado por um onceiro que, conforme fala, sofre uma metamorfose em onça. Com isso, a narrativa se elabora nas fronteiras entre humanidade e animalidade, entre palavra vocalizada e ruído animal sem sentido, bem como entre o português e o tupi-guarani.

Palavras-chave


Guimarães Rosa; voz; Meu tio o Iauaretê

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DOI: https://doi.org/10.22456/1981-4526.43371

Revista Nau Literária | ISSN 1981-4526 | Universidade Federal do Rio Grande do Sul