Os romances infanto-juvenis de António Mota

Carlos Manuel Nogueira, Geice Peres Nunes

Resumo


Neste ensaio, pretende-se estudar os temas e o estilo dos romances para a infância e a juventude de António Mota. Nos livros do autor de Pedro Alecrim, a vida aparece como um permanente e plural desafio, a que cada personagem, a partir da sua individualidade e liberdade, responde enquanto ator que se move num complexo quadro familiar e cultural. A dualidade e a tensão interna das personagens atravessam invariavelmente as narrativas, mas impõe-se sempre uma visão apoteótica da vida. O enunciador, gerindo e respeitando as vozes que dizem a proposição irrefutável de que a vida é difícil e injusta, contrapõe às suas próprias dúvidas e medos uma espécie de utopia: a vida só vale a pena se for a constante invenção de um ideal. A uma desistência ou a um abatimento seguem-se uma reação, um movimento de energia e uma (re)construção.

Palavras-chave


Literatura; infância; juventude; Portugal; António Mota

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DOI: https://doi.org/10.22456/1981-4526.37613

Revista Nau Literária | ISSN 1981-4526 | Universidade Federal do Rio Grande do Sul