Infância, violência e "guineidades"

Erica Cristina Bispo

Resumo


A colonização e a pós-colonialidade geraram uma nova concepção de infância, que é encurtada e/ou apagada por razões sócio-políticas. A violência da colonização, a luta pela independência e a distopia da pós-colonialidade colaboraram para o ingresso de crianças no mercado do trabalho, legalizado ou não. Sob esse cenário, a literatura contemporânea bissau-guineense delineia a imagem da criança em diferentes aspectos. Em Odete Semedo, vemos a influência das tradições no cotidiano dos guineenses, suas obras em prosa trazem, por exemplo, o drama de crianças que precisam se adequar às necessidades da família para suprir a demanda dos Irans. Em Abdulai Sila, as imagens da criança e da adolescência denunciam os males coloniais. Em Tony Tcheka, fica evidente o drama da criança que precisa trabalhar para sobreviver. É nossa pretensão verificar, a partir das especificidades da Guiné-Bissau – religiões predominantes, problemas políticos e educacionais –, como a literatura de Odete Semedo, Abdulai Sila e Tony Tcheka refletem o real na arte, no que diz respeito à temática e à problemática da infância.

Palavras-chave


Infância; Guiné-Bissau; Abdulai Sila, Odete Semedo; Tony Tcheka

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DOI: https://doi.org/10.22456/1981-4526.36986

Revista Nau Literária | ISSN 1981-4526 | Universidade Federal do Rio Grande do Sul