A cidade da flânerie, do vazio e da errância em Estorvo, de Chico Buarque

Ewerton de Freitas Ignácio

Resumo


Este artigo tem por objetivo realizar uma leitura de Estorvo, publicado por Chico Buarque em 1991, tentando evidenciar que esse romance se configura como uma poética urbana do vazio e da errância individual, poética que se desdobra por meio das deambulações que o protagonista, aturdidamente, realiza pelas ruas de uma grande cidade. Nesse aspecto, interessa observar de que forma uma narrativa fragmentada – em seu conjunto e na linguagem que a plasma – se coaduna com o retrato da experiência vivida por uma personagem que, em meio a um cenário urbano – com breves referências a elementos do universo rural –, atravessa pela experiência da incompreensão mútua, da violência e da impossibilidade de uma plena comunicação com o outro, sempre na condição de um atarantado e perdido flâneur.

Palavras-chave


Buarque; romance brasileiro contemporâneo; flâneur; experiência urbana.

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DOI: https://doi.org/10.22456/1981-4526.26767

Revista Nau Literária | ISSN 1981-4526 | Universidade Federal do Rio Grande do Sul