Desterritorialização, refabulação e a cidade literária em movimento em Coisas que os homens não entendem, de Elvira Vigna

Adelaide Calhman de Miranda

Resumo


Baseado em conceitos referentes a deslocamentos contemporâneos, este artigo analisa o papel das cidades no romance Coisas que os homens não entendem, de Elvira Vigna. A narrativa mistura os tempos passado e presente, os espaços urbanos de Nova York e do Rio de Janeiro, e as idas e vindas da protagonista entre as duas cidades. Observa-se o privilégio dos percursos aos lugares, e dos processos subjetivos às questões concretas, o que resulta em espaços e sujetividades em movimento. O romance adota recursos da literatura policial, onde a repetição, a memória, a refabulação, e a proliferação das versões da história problematizam o ato de narrar. Assim, as descrições das cidades no romance também variam na medida em que se alteram as percepções e as vivências da protagonista. Os espaços urbanos são representados como cruzamentos de trajetórias, assim como as identidades na contemporaneidade são compostas de teias de diferentes marcadores sociais.

Palavras-chave


Palavras-chave: literatura brasileira contemporânea; espaço urbano e literatura; Elvira Vigna

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DOI: https://doi.org/10.22456/1981-4526.26766

Revista Nau Literária | ISSN 1981-4526 | Universidade Federal do Rio Grande do Sul