Memorial do Convento e seus ecos camonianos

Rebeca Leite Fuks

Resumo


O presente artigo procura aproximar duas obras literárias canônicas portuguesas: o Memorial do Convento, de José Saramago, e Os Lusíadas, de Luís de Camões. Em diversos momentos de seu romance o escritor contemporâneo lança mão do recurso da intertextualidade ao invocar seu antecessor. Em Memorial do Convento a repetição dos versos não se dá por mera questão estética, o diálogo proposto por Saramago, além de homenagear um ícone da cultura portuguesa, serve como ponto de partida para a construção de um novo texto.

Palavras-chave


intertextualidade; dialogismo; Luís de Camões; José Saramago.

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DOI: https://doi.org/10.22456/1981-4526.26192

Revista Nau Literária | ISSN 1981-4526 | Universidade Federal do Rio Grande do Sul