Uma leitura humanista de Ensaio sobre a cegueira, Ensaio sobre a lucidez e As intermitências da morte, de José Saramago

Maiquel Röhrig

Resumo


Este artigo analisa três obras de José Saramago, nas quais, segundo a perspectiva aqui adotada, o autor levanta e critica a problemática relação entre o sistema dito democrático ocidental e a vida do indivíduo, a qual deve submeter-se à pretensa coletividade, quando, na verdade (e ao contrário), alimenta os interesses de minorias, submetendo-se ainda às leis e ao ideal do bem comum (um paradoxo capitalista). A interpretação alegórica é marxista (Jameson), mas o referencial teórico ancora-se em Sloterdijk, Agambem, Althusser e Foucault.

Palavras-chave


Saramago; alegoria; Estado; democracia; marxismo.

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DOI: https://doi.org/10.22456/1981-4526.20871

Revista Nau Literária | ISSN 1981-4526 | Universidade Federal do Rio Grande do Sul