Mar me quer: uma viagem miacoutiana pelas águas do Fantástico

Flavio García de Almeida

Resumo


Leitura crítico-interpretativa de Mar me quer, narrativa curta do escritor moçambicano Mia Couto, sob os pressupostos crítico-teóricos do Fantástico ficcional, tensionando as perspectivas de Tzvetan Todorov, Filipe Furtado e Irène Bessière, que veem a literatura fantástica seja como gênero literário seja como modo discursivo, A presente leitura baseia-se em instrumentais da Narratologia Semiológica, da Semântica Estrutural e do Formalismo, inscrevendo a ficção miacoutiana na tradição literária do Fantástico, a despeito de outras possíveis leituras a que a obra esteja sujeita. No processo de leitura foram observadas as estratégias de construção e articulação das categorias básicas da narrativa – narrador, narratário, ação, personagens, tempo, espaço – e o emprego de recursos de linguagem próprios – interrogações, por exemplo. Mar me quer acaba sendo apontada como ficção fantástica, no sentido estrito do gênero, conforme Todorov e Furtado.

Palavras-chave


Literatura Moçambicana; Narrativa Miacoutiana; Mar me quer; Literatura Fantástica; Estudos da Narrativa

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DOI: https://doi.org/10.22456/1981-4526.20570

Revista Nau Literária | ISSN 1981-4526 | Universidade Federal do Rio Grande do Sul