Luandino Vieira e as encruzilhadas do Makulusu

Júlio Cesar Machado de Paula

Resumo


No presente trabalho, analisamos como a palavra quimbundo que figura no título de Nós, os do Makulusu, de Luandino Vieira, evoca a imagem da cruz e sugere uma narrativa construída pela constante presença de encruzilhadas. Nossa leitura se concentra em duas dessas encruzilhadas: a do tempo, responsável tanto pela emergência da memória quanto por investidas rumo ao futuro; e a do bilinguismo, dado o processo híbrido de escrita de que se vale Luandino, capaz de mobilizar tanto o português do colonizador quanto o quimbundo do colonizado.

Palavras-chave


Literatura angolana; Luandino Vieira; tempo; bilinguismo

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DOI: https://doi.org/10.22456/1981-4526.20442

Revista Nau Literária | ISSN 1981-4526 | Universidade Federal do Rio Grande do Sul