Formação, literatura e cultura: O rio de volta à terra

Christian Muleka Mwewa, Ana Lúcia Sá

Resumo


O presente artigo tem como um dos objetivos verificar o ponto de inflexão da cultura como meio para a formação do sujeito. Por meio da análise do personagem Marianinho no romance Um rio chamado Tempo, Uma casa chamada Terra, do moçambicano Mia Couto e da análise do personagem Noíto do romance Rioseco, do angolano Manuel Rui abordamos o encontro de culturas como nó de construção de conhecimento contextual. Nossas analises indicam que a educação de Marianinho demonstra os possíveis graus de relação que podemos estabelecer com o contexto social, e como a cultura de Noíto faz-se presente pelas evocações memorialísticas. Neste sentido, argumentamos que os caminhos percorridos pelos dois, Marianinho e Noíto, criam espaços de convergência de cultura, um espaço inter-, e de encontro de códigos entremeados em teias de progressivas compreensões.

Palavras-chave


Literatura Africana; Formação subjetiva; Mia Couto e Manuel Rui

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DOI: https://doi.org/10.22456/1981-4526.20208

Revista Nau Literária | ISSN 1981-4526 | Universidade Federal do Rio Grande do Sul