Vale Abraão: entre as incertezas dos tempos

Marco Livramento

Resumo


A transposição para o cinema de algumas obras literárias, nomeadamente romances e textos dramáticos, tem levado a que a crítica literária e cinematográfica passe a interpretar a relação da literatura com o cinema de um modo cada vez mais desprovido de preconceitos e de tons pessimistas. Vale Abraão, de Agustina Bessa-Luís, com adaptação homónima de Manoel de Oliveira, é, pois, um exemplo de como um romance tem elementos narratológicos que permitem a sua transcodificação semiótica para as imagens em movimento de um filme. A temporalidade, enquanto factor que condiciona a narratividade, tanto do texto literário como do texto fílmico, deverá merecer, assim, especial atenção da parte de quem procura encontrar e realçar semelhanças e diferenças na forma de contar uma história. Tanto um, como outro, na singularidade do seu estilo, representam uma obra de arte única e, de certo modo, complementar.

Palavras-chave


Romance; Cinema; Adaptação; Intertextualidade; Agustina Bessa-Luís; Manoel de Oliveira

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DOI: https://doi.org/10.22456/1981-4526.11852

Revista Nau Literária | ISSN 1981-4526 | Universidade Federal do Rio Grande do Sul