Cangoma me chamou : outras fontes para a Rainha Ginga na literatura brasileira

Helder Thiago Maia

Resumo


Neste artigo, apresento e analiso cinco textos literários brasileiros que narram a rainha angolana Nzinga Mbandi, mais conhecida no Brasil como Rainha Ginga. Nosso objetivo é pensar como esses textos constroem um imaginário literário sobre a personagem histórica da Rainha Ginga, como estes se relacionam com outros textos históricos e literários e, por fim, como eles podem ser pensados enquanto textualidades coloniais, anticoloniais ou pós-coloniais. Assim, analisamos: o poema Quitubia (1791), de Basílio da Gama, o poema Lá vai verso (1859), de Luís Gama, o texto dramático A revolta da cachaça (1983), de Antonio Callado, o poema A noite não adormece nos olhos das mulheres (1996), de Conceição Evaristo, e o romance Manual Prático do Ódio (2003), de Ferréz.

Palavras-chave


Imaginário literário; Literatura brasileira; Rainha Ginga.

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DOI: https://doi.org/10.22456/1981-4526.106102

Revista Nau Literária | ISSN 1981-4526 | Universidade Federal do Rio Grande do Sul