A emergência da voz feminina, negra e escravizada em Um defeito de cor

Christini Roman de Lima

Resumo


O presente artigo examina como o prólogo do romance Um defeito de cor estabelece reflexões em relação à autoria e à constituição de uma “história outra” – bordada no anverso da primeira, no desvio da história legitimada. A introdução do romance, nesse sentido, abriria brechas para o questionamento das narrativas oficiais e canônicas, para a emergência de vozes sufocadas e para perspectivas organizadas em contrapelo às versões históricas e literárias instituídas ou autorizadas pelos poderes constituídos. Destaca-se, assim, a voz feminina, negra e escravizada alinhada ao “nome na capa” – de Ana Maria Gonçalves – como mecanismos de exposição de um cenário distinto, em que presente e passado são modificados mutuamente.

Palavras-chave


autoria; voz; história; literatura

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DOI: https://doi.org/10.22456/1981-4526.105873

Revista Nau Literária | ISSN 1981-4526 | Universidade Federal do Rio Grande do Sul