Júlia da Costa, a poeta interrompida

Miguel Sanches Neto

Resumo


O nascimento da literatura no Paraná conjuga dois espaços litorâneos, Paranaguá e São Francisco do Sul, habitados na infância e durante a vida adulta da poeta Júlia da Costa. Sua poesia está marcada por dois episódios traumáticos, a perda do pai e da cidade natal e pelo casamento arranjado com um homem mais velho depois de ter sido preterida por uma paixão. Se a primeira perda é motor de sua poesia, a segunda é um caminho para o silenciamento de sua voz enquanto mulher e intelectual, uma vez que o casamento amortece nela a força lírica do amor, matéria do verbo romântico. Entender a trajetória daquela que poderia ter sido a maior poeta do Brasil no período é conhecer os entraves sociais que não permitiram um maior número de mulheres escritoras no século XIX.

Palavras-chave


Júlia da Costa, poesia romântica, escrita feminina, literatura paranaense.

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DOI: https://doi.org/10.22456/1981-4526.105869

Revista Nau Literária | ISSN 1981-4526 | Universidade Federal do Rio Grande do Sul