“O QUE PODE UM CORPO?”: DEVIR ATLETA E A POTÊNCIA DOS FENÔMENOS

Elder Silva Correia, Fabio Zoboli, Renato Izidoro da Silva

Resumo


No contexto esportivo os corpos dos atletas comumente aparecem associados a elementos de outras ordens: animais, máquina, fenômenos sobrenaturais, dentre outros. O objetivo deste ensaio é fazer uma leitura dessas analogias a partir da compreensão de Deleuze e Guattari acerca da filosofia dos afetos de Spinoza, mais precisamente utilizando-nos dos conceitos de potência, devir e afectos. A partir desses conceitos consideramos que o fato de criarmos heterônimos para atletas expressa três pontos acerca da relação compósita do corpo com o esporte: i) essa comparação entre atletas e fenômenos de outras ordens não são simples associações ou metáforas, mas devires; ii) esses devires expressam e tornam perceptíveis novas potências, ou potências estranhas dos corpos na relação com o esporte; iii) o território esportivo paradoxalmente além de ser um dispositivo disciplinar e de tecnificação do corpo, é também um território que possibilita a ampliação da potência dos corpos como descobertas de devires.

 


Palavras-chave


Corpo. Atletas. Esportes. Filosofia.

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DOI: https://doi.org/10.22456/1982-8918.73698



 

 


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