PERFORMATIVIDADES DE GÊNERO E A ABJEÇÃO DOS CORPOS DE MULHERES NO LEVANTAMENTO DE PESO

João Paulo Fernandes Soares, Ludmila Mourão, Ayra Lovisi, Mariana Novais

Resumo


Este artigo analisa as experiências de gênero, a abjeção dos corpos e as agências de mulheres atletas do levantamento de peso. Para tal, aportamos as observações de treinamentos, na realização de entrevistas com oito atletas da modalidade e nos referenciais dos estudos de gênero e sexualidade pós-estruturalistas. As narrativas das atletas expõem visões de mundo referenciadas em binarismos de gênero, e seus corpos trazem marcas das experiências esportivas, refletidas em volume, força e potência muscular elevada. Tais inscrições corporais fazem emergir a instabilidade e descontinuidade do sistema normativo sexo-gênero-desejo e constroem feminilidades superlativas, “forçudas” e consequentemente estigmatizadas e abjetas. Essas transformações lançam “suspeição” sobre suas sexualidades, e a heteronormatividade assume centralidade no processo de abjeção em suas relações de sociabilidade. Na medida em que “subvertem” as expectativas corporais normalizadas, essas mulheres performatizam resistências e a pluralização das feminilidades no esporte.

 


Palavras-chave


Gênero. Esportes. Levantamento de peso. Estigma social.

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DOI: https://doi.org/10.22456/1982-8918.70027



 

 


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