A Educação da Mãe Carinhosa e o Discurso Das Práticas Corporais e Esportivas nas Páginas da Pais & Filhos

Maria Simone Vione Schwengber

Resumo


O presente artigo é parte de uma pesquisa inspirada nos campos dos Estudos de Gênero e dos Estudos Culturais que se aproximam das teorizações pós-estruturalistas de Michel Foucault (1988; 1997). Nele discuto a emergência de uma lógica, segundo a qual a educação dos corpos de modo geral, e o das mulheres de forma específica, se intensifica, a partir do século XVIII. Temos definido esse processo educativo contemporâneo mais amplo, como “politização do feminino e da maternidade” (MEYER, 2003), um processo que, por extensão, inclui a “politização do corpo grávido” (SCHWENGBER, 2006). Para fazer essa discussão, examinei a revista Pais e Filhos, no período de 1968 a 2004, utilizando das estratégias metodológicas da análise de discurso. Do resultado das análises focalizo um movimento que permite visualizar a emergência de uma lógica, segundo a qual a educação dos corpos grávidos se intensifica, por meio das práticas corporais, construindo diferentes posições de sujeito: a de mãeesportiva (que cuida e se cuida); a que abriga e protege; a carinhosa e protetora, responsável pelo filho perfeito.


Palavras-chave


Corpo humano. Identidade de gênero. Gestantes. Meios de comunicação de massa.



DOI: https://doi.org/10.22456/1982-8918.4342



 

 


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