ACADEMIAS DE GINÁSTICA E EXERCÍCIOS FÍSICOS NO COMBATE À COVID-19: REFLEXÕES A PARTIR DA DETERMINAÇÃO SOCIAL DO PROCESSO SAÚDE-DOENÇA

Heitor Martins Pasquim, Jessica Felix Nicacio Martinez, Roberto Pereira Furtado

Resumo


O objetivo deste artigo é explicitar as contradições da defesa dos serviços oferecidos pelas academias de ginástica como essenciais à saúde em momentos de intensificação de casos da Covid-19. Analisou-se o modo como a concepção hegemônica que relaciona exercício físico e saúde é utilizada para justificar a reabertura destes estabelecimentos em momento de ascensão de casos e óbitos. Buscamos evidenciar como esse discurso assume um caráter ideológico. Apesar de ser uma necessidade, o exercício físico, produzido como mercadoria, apresenta seu valor de uso subsumido ao valor de troca, ou seja, é produzido prioritariamente para responder à necessidade de acumulação de capital. Reiteramos nossa concordância com a importância do exercício físico à saúde, mas problematizamos que deve ser considerado como uma necessidade historicamente produzida, portanto, articulada à particularidade de determinado momento histórico.

 


Palavras-chave


Exercício físico. Infecções por coronavírus. Determinantes sociais da saúde. Academias de Ginástica.

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DOI: https://doi.org/10.22456/1982-8918.111724

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