Tecnologias videográficas como dispositivos para o exercício da cognição enativa

Graziela Pereira Lopes, Cleci Maraschin

Resumo


Este trabalho visa discutir alguns efeitos da utilização de tecnologias videográficas em oficinas inseridas em uma proposta de pesquisa-intervenção, em um centro de saúde para dependentes de substâncias químicas. As redes de conversação que emergem no cotidiano da instituição, campo do estudo, reforçam algumas noções, tais como a idéia de que o uso abusivo de substâncias químicas é uma doença e que seu tratamento se dá prioritariamente pelo acesso a informações. Esse modo de conhecimento viabilizaria o controle sobre si e sobre a doença. O foco em uma modalidade de cognição representativa tem sido modelo para muitos enfrentamentos no campo da saúde mental, deixando de trabalhar a dimensão problematizadora e criativa da cognição. Com a intenção de avaliar a possibilidade de criar outras redes de conversação que pudessem abrir brechas nas certezas instituídas, propusemos, juntamente com os usuários do centro, uma oficina intitulada “oficina de máscaras”, que, além de uma proposição artesanal das mesmas, acopla tecnologia videográfica em seu desenvolvimento. Tomamos o conceito de cognição enativa como uma ferramenta metodológica tanto para a proposição das oficinas quanto para a análise das redes de conversação delas emergentes. Constatamos que a utilização de dispositivos videográficos nas oficinas possibilitam a emergência de diferentes linguajares e emocionares, pela instauração de outras coordenações de ações e posições subjetivas na rede coletiva.

Palavras-chave


Tecnologias videográficas; Redes de conversação; Cognição enativa.

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DOI: https://doi.org/10.22456/1982-1654.9722

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INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO: teoria & prática. e-ISSN: 1982-1654 ISSN Impresso:1516-084X