A virtualização e a autopoiesis: convergências conceituais sobre a criação de si e da realidade

Eliane Arbusti Fachinetto

Resumo


O caráter inventivo da cognição humana, ou seja, a capacidade não só de resolver, mas de colocar problemas, é um dos conceitos fundamentais da teoria da Biologia da Cognição, concebida pelos biólogos Maturana e Varela. Essa concepção entra em ressonância com os estudos sobre o Virtual, de Pierre Lévy. Neste artigo, pretendo estabelecer relações entre esses autores, criar pontes teóricas. Faço ainda uma tessitura entre os fios teóricos e empíricos de uma pesquisa que realizei com estudantes de uma escola pública no interior do Rio Grande do Sul. A metodologia adotada na pesquisa empírica foi a leitura e escrita em ambiente digital, embasada na concepção de que o ser humano é autônomo na construção do seu conhecimento. Minha proposta de reflexão é que pensemos na autopoiesis, na ontogenia e até mesmo na filogenia como processos de virtualização. O virtual é aqui compreendido como potência inventiva de ser, uma força latente presente nos acontecimentos, nos objetos, seres humanos, instituições.

Palavras-chave


Autopoiesis; Virtualização; Cognição; Acoplamentos; Tecnologias

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DOI: https://doi.org/10.22456/1982-1654.9318

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INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO: teoria & prática. e-ISSN: 1982-1654 ISSN Impresso:1516-084X