O jogo prende, o jogo liberta. Para uma Filosofia dos Jogos de conteúdo cultural-educacional.

Norberto kuhn junior, Gustavo Roese Sanfelice, Simone Carvalho da Rosa

Resumo


O artigo propõe uma filosofia dos jogos, voltada às experiências de desenvolvimento de jogos educacionais. O aporte conceitual é o da “filosofia da fotografia”, de Vilém Flusser, onde trata da constituição da imagem técnica desvelada pelo gesto fotográfico. Aqui, redirecionamos os conceitos básicos da sua filosofia para a análise da constituição do jogo, desvelado pelo design. Na fotografia e no jogo, temos que as relações de produção são técnicas, porque constituídas pela mediação de aparelhos e programas. A força epistemológica de um jogo, reveladora da nossa condição cultural, social, política e ética, realiza-se no desvelamento dessa sua condição técnica. A partir dessa filosofia do jogo é que analisamos o Geração Água, um jogo educacional sobre os cuidados com a água, e chegamos a compreensão de que o que está em jogo, fora do jogo é a automatização de modelos de desenvolvimento onde desaparecem o sujeito e a natureza.

Palavras-chave


Jogos educacionais; Filosofia do jogo; Vilém Flusser; Jogo como cultura

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DOI: https://doi.org/10.22456/1982-1654.76793

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