Informatização da vida e controle da existência

Maria Lívia do Nascimento, Lilia Lobo, Cecília Maria Bouças Coimbra

Resumo


Pretende-se levantar questões sobre a expansão
das tecnologias da informática no contemporâneo e alguns
de seus efeitos, em especial, no que se refere aos amplos
sentidos da educação. Apontando para a sociedade de
controle globalizado e para a “compressão tempo-espaço”,
problematiza-se como o processo de tratamento das informações,
por meio de máquinas eletrônicas, produz modos
de existência, vetores de subjetivação. Na atualidade,
tal controle vem se exercendo através da proliferação de
sofi sticados bancos de dados, disponíveis em rede em escala
planetária. São inegáveis as facilidades trazidas por
essas novas tecnologias e a rapidez com que se coletam
e processam informações. No entanto, é preciso destacar
que tais dispositivos não constroem conhecimento. Tal concepção
vem sendo caracterizada como “democratização do
acesso à informação”, tudo muito isento, asséptico, neutro
e objetivo. A facilidade com que se trocam informações e
a instantaneidade dos sistemas de comunicação instauram
em nós tais evidências naturalizadas. Por isso, mais do que
nunca, necessitamos de uma ética afi rmativa que se contraponha,
como via de escape, à moral negativa da fi lantropia,
ao assistencialismo e à punibilidade tão arraigados em
nossas subjetividades contemporâneas.

Palavras-chave


Controle. Tecnologias da informática. Processo de subjetivação. Produção de conhecimento. Ética.

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DOI: https://doi.org/10.22456/1982-1654.7131

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INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO: teoria & prática. e-ISSN: 1982-1654 ISSN Impresso:1516-084X