A ética da metaestabilidade e a direção ética da clínica

Silvia Helena Tedesco, Cristiano Rodrigues

Resumo


Este artigo tem como objetivo problematizar a direção da ética clínica a partir de alguns impasses gerados em nossa prática cotidiana, pela exigência frequente na atualidade de formulação de diagnósticos e prognósticos precisos, que estabelecem a priori a direção do tratamento. Segundo G. Simondon e M. Foucault, a atitude ética desloca-se de uma concepção ética ligada a simples conformidade ou não aos códigos existentes, extraídos de verdades universais, para no lugar afirmá-la como invenção de novos modos de relação com os códigos. A proposta defendida por G. Simondon sobre a ética da metaestabilidade comparece para explicitá-la em seu caráter imanente. O sentido do ato ético não está dado numa instância transcendente, mas é inerente ao próprio ato, naquilo que ele é capaz de produzir, nos nexos que estabelece com o meio associado - esse sistema maior formado pelo homem e pelo mundo.

Palavras-chave


Simondon; Foucault; metaestabilidade; ética clínica

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DOI: https://doi.org/10.22456/1982-1654.29088

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INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO: teoria & prática. e-ISSN: 1982-1654 ISSN Impresso:1516-084X