Arqueologia guarani na bacia hidrográfica do Rio Araranguá, Santa Catarina

Lino,$space}Jaisson Teixeira
Programa de Pós-Graduação em História, Universidade Federal do Rio Grande do Sul
junho, 2007
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Resumo

A presente dissertação têm como objetos de estudo o sistema de assentamento e a cultura material de vinte sítios arqueológicos Guarani, localizados na Bacia Hidrográfica do rio Araranguá, litoral sul do Estado de Santa Catarina, durante projetos de arqueologia de contrato. A partir de dados arqueológicos e etno-históricos, propõe-se um modelo de mobilidade e área de domínio que contemple uma história dialética Guarani de longa duração na área, que se desenvolveu com sucesso por meio da abundância de recursos disponíveis na área, principalmente no que se refere a caça e a coleta, além dos produtos da roça, sendo manejados de maneira dinâmica, garantindo fontes de alimentação e usos diversos durante todo o ano. Um modelo interpretativo alternativo é proposto aqui, principalmente pelo fato de que o modelo standard formulado por Betty Meggers para explicar presumíveis “fatores limitantes” não têm correspondência nos dados ambientais disponíveis para a área. Por meio de estudos etnográficos, procura-se demonstrar os motivos multicausais de mobilidade Guarani que podem resultar na conformação do registro arqueológico. Através do estudo de três coleções de fragmentos cerâmicos, escavados durante a vigência de um projeto de arqueologia de contrato, procura-se desenvolver o perfil tecnológico e a funcionalidade dos vasilhames, culminando com a observação da variabilidade artefatual destes assentamentos.