O percurso da indianidade na literatura brasileira: matizes da figuração

Oliva dos Santos,$space}Luzia Aparecida (olisant.42@gmail.com)
Letras, Universidade Estadual Paulista
dezembro, 2008
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Nasceu em Iretama, PR, em 1962, e atua na área da Educação desde 1979. Reside em Sinop - MT desde 1993, onde iniciou a carreira de professora universitária na Universidade do Estado de Mato Grosso. Fez mestrado na área de teoria da Literatura, na UNESP - São José do Rio preto, com estudos voltados à obra Matrinchã do Teles Pires, em que a temática da ocupação da terra e do mito da travessia se fazem presentes. Doutorou-se pela mesma IES em 2008, realizando um trabalho de percurso na literatura brasileira, no qual analisa dezoito obras em que a presença do indígena se manifesta sob diferentes óticas. Professora do Departamento de letras, da UNEMAT, campus de Sinop, atua nas disciplinas de teoria da narrativa e Literatura brasileira.
 

Resumo

A tese O percurso da indianidade na literatura brasileira: matizes da figuração, editada posteriormente em formato digital pelo selo “Cultura Acadêmica”, da Fundação Editora da Unesp (FEU), faz uma viagem pela Literatura Brasileira em busca da imagem do índio em seus diversos tons. Dezoito obras são analisadas pela perspectiva da figuração, que define a presença do nativo brasileiro pela linguagem e a colore de acordo com a época e com as estratégias de cada autor. O percurso se estende da Carta de Achamento, de Pero Vaz de Caminha, até a publicação de Maíra (1976), de Darcy Ribeiro. As análises objetivam considerar as diferentes convenções ideológicas e de estilo dos vários movimentos culturais, que promovem o diálogo entre o indianismo e o indigenismo literário brasileiro. O propósito didático consiste em subsidiar os leitores por meio de um roteiro de leitura, que abriga o pensamento científico, conjugado com a presença de trechos das obras, elementos relevantes para a compreensão do universo representativo literário.