Especialistas na Migração: Luteranos na Amazônia, o processo migratório e a formação do Sínodo da Amazônia 1967-1997.

Link,$space}Rogério Sávio (linkrogerio@yahoo.com.br)
Teologia e História, Faculdades EST
fevereiro, 2009
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Resumo

A presente tese estuda o fenômeno migratório para a Amazônia a partir da migração de luteranos provenientes do Sul e Sudeste do Brasil e da atuação da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB). A área geográfica corresponde às fronteiras do Sínodo da Amazônia. O recorte temporal é delimitado pela migração dos primeiros luteranos para a região em 1967 e pela incorporação da região à estrutura eclesiástica em 1997. Neste ano, foi instituído o Sínodo da Amazônia.

O estudo está subdividido em dois capítulos e é feito a partir da história social e cultural. No primeiro, aborda a iniciativa migratória com base em estudos sociológicos e antropológicos, buscando por causas e motivos da migração. Nesse primeiro capítulo, também é ressaltado o processo de encontro cultural com outros migrantes, com as populações caboclas que viviam na região e com a população indígena, uma vez que os migrantes luteranos entraram em competição com esses grupos pela posse do território.

No segundo capítulo, a tese aborda a atuação da igreja para montar estruturas e acompanhar esses migrantes. A IECLB incentivou a migração e a permanência de luteranos na Amazônia. Criou e manteve projetos que atraíram e ajudaram os colonos a se fixarem. Esse trabalho visava favorecer os migrantes em geral e também a população cabocla. Durante este período a IECLB, também, começou a atuar junto aos povos indígenas da região. A idéia era atender “a pessoa como um todo e todas as pessoas”, como se dizia na época. Assim, nesse novo contexto, a igreja tentou ensaiar “novos jeitos de ser igreja”. A tese procura analisar esses “diferentes jeitos” e os atritos e conflitos que decorrem do embate entre eles.