A CLASSE DOS ESTADOS E A CISÃO INTRANSITIVA EM LÍNGUAS TUPÍ-GUARANÍ

Ana Cristina Rodrigues de Mattos

Resumo


Os verbos intransitivos têm recebido atenção dos estudos linguísticos desde o início do Século XX, em razão de diferenciarem, em algum aspecto da morfologia ou da sintaxe de muitas línguas, subclasses com comportamentos distintos. A esse fenômeno se dá o nome genérico de Cisão Intransitiva (CI). Nas línguas Tupí-Guaraní (TG), as questões sobre a cisão intransitiva ganham tons ainda mais divergentes, uma vez que não há unanimidade entre os pesquisadores em reconhecer a existência de duas subclasses intransitivas, uma composta por verbos ativos, outra por estativos. Os critérios comumente empregados para distinguir classes lexicais não ajudam a resolver a questão: as línguas TG não apresentam classes formais produtivas de adjetivos, as diferentes classes de palavras compartilham material morfológico e as funções de predicado e argumento não são exclusivas de verbos e nomes, respectivamente. Este artigo tem por objetivo analisar o comportamento das palavras estativas e a cisão intransitiva atestada em quatro línguas da Família Tupí-Guaraní (FTG): o Tapirapé, o Guajá, o Emerillón e o Guaraní.

Palavras-chave


intransitividade cindida; família Tupi-Guarani; estatividade

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DOI: https://doi.org/10.22456/1982-6524.110736

Qualis Área de Avaliação Classificação ANTROPOLOGIA / ARQUEOLOGIA B1 CIÊNCIAS AMBIENTAIS B2 COMUNICAÇÃO E INFORMAÇÃO B2 DIREITO B3 EDUCAÇÃO B3 HISTÓRIA B3 INTERDISCIPLINAR B2 LINGUíSTICA E LITERATURA B2 LINGUíSTICA E LITERATURA B2 MEDICINA II B5 PLANEJAMENTO URBANO E REGIONAL / DEMOGRAFIA B3 PSICOLOGIA B3 SOCIOLOGIA