“O ESSENCIAL É INVISÍVEL AOS OLHOS”: PERCEPÇÕES ACERCA DA INTERCULTURALIDADE E ETNOMATEMÁTICA NO ATENDIMENTO À INFÂNCIA INDÍGENA

Fernando Schlindwein Santino, Klinger Teodoro Ciríaco

Resumo


Relatamos dados de uma investigação cujo o objeto fora ações desenvolvidas no âmbito de um projeto de extensão promovido pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – UFMS, Campus Naviraí. Trata-se do curso Infância, Interculturalidade e Etnomatemática na Educação Infantil: o atendimento à criança indígena, em que o público-alvo fora professoras que tinham crianças de duas etnias (Guarani e Kaiowá) matriculadas nas instituições em que trabalhavam. Objetivou-se compreender impactos deste à promoção de práticas pedagógicas que valorizem a Interculturalidade na perspectiva da Etnomatemática desde a infância. O referencial teórico contempla documentos e produções sobre as temáticas-chaves da discussão em uma ampla relação com a cultura indígena. A metodologia se enquadra na descrição e análise prévia de respostas ao questionário desenvolvido no encontro inicial. As questões analisadas apontam para a existência de algumas barreiras para que o atendimento à infância indígena se faça de forma mais inclusiva, uma vez que, as docentes declararam, por exemplo, a língua nativa [Guarani] como fator determinante às dificuldades no processo de exploração das noções matemáticas, justamente por não compreenderem os termos adotados pelas crianças.

Palavras-chave


Interculturalidade; Etnomatemática; Infância Indígena; Formação de Professores.

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DOI: https://doi.org/10.22456/1982-6524.103390

Qualis Área de Avaliação Classificação ANTROPOLOGIA / ARQUEOLOGIA B1 CIÊNCIAS AMBIENTAIS B2 COMUNICAÇÃO E INFORMAÇÃO B2 DIREITO B3 EDUCAÇÃO B3 HISTÓRIA B3 INTERDISCIPLINAR B2 LINGUíSTICA E LITERATURA B2 LINGUíSTICA E LITERATURA B2 MEDICINA II B5 PLANEJAMENTO URBANO E REGIONAL / DEMOGRAFIA B3 PSICOLOGIA B3 SOCIOLOGIA