Os estudos de gênero na Ciência da Informação





RESUMO
Este artigo tem como objetivo fazer um levantamento das pesquisas com enfoque nos Estudos de Gênero realizadas pelas diversas linhas de pesquisa em Ciência da Informação no Brasil e no mundo. Busca situar a produção científica publicada através de artigos de autores internacionais e nacionais, indexados no portal da Capes, além dos trabalhos apresentados nos Enancibs, no período compreendido entre os anos 2000 e 2007. Percebese que são poucos os pesquisadores que se interessam pela temática, apesar de todas as facetas dos estudos da informação terem implicações nas relações de gênero e vice-versa. Ao todo foram encontrados 18 artigos publicados por autores de outros países em 14 revistas internacionais; 6 artigos publicados em 5 revistas nacionais; e 4 em 5 edições do Enancib. Todos os artigos analisados tiveram como ponto em comum a conclusão quanto à necessidade de as ciências, incluindo a da informação, investirem em estudos e publicações que possam detectar as desigualdades de gênero, buscando alternativas para modificar este quadro.
PALAVRAS-CHAVE: Ciência da Informação. Estado da arte. Publicações científicas. Gênero feminino.


1 Introdução

Uma ciência que está em constante busca de conhecer sua agenda de pesquisas, campos de interesse e tendências, precisa investir em estudos do estado da sua arte. A compilação e a análise da literatura produzida auxilia na contextualização do campo nas variadas realidades sócio-históricas e epistemológicas. Buscamos levantar a produção científica no âmbito da Ciência da Informação – CI – no que se refere aos Estudos de Gênero.

A importância de se realizar tal pesquisa está no fato de que, conforme Capurro (2003), o objeto da CI é o estudo das relações entre os discursos, áreas de conhecimento e documentos em relação às possíveis perspectivas ou pontos de acesso de distintas comunidades de usuários. Entre essas comunidades de usuários, destacamos as mulheres, grupo que tem em comum a vivência do feminino, é sincronizado em linguagem e conhecimento e construído socialmente atrelado a dimensões culturais, sociais e históricas. As mulheres constituem um grande público consumidor de informações, cujo comportamento merece ser investigado.

Muitas das grandes mudanças na estrutura familiar, em todo o mundo ocidental, ocorreram após a década de 1960, a partir de movimentos como o de emancipação feminina. Esses movimentos influenciaram outras instituições como o meio acadêmico, principalmente na Europa e nos Estados Unidos, que viram se desenvolver diversas perspectivas de análise da situação social, política e econômica da mulher.

A mais conhecida e discutida entre essas perspectivas é a de gênero, que, desde a década de 1970, enfatiza a construção e a organização social da relação entre os sexos. Foi quem trouxe à tona a idéia de que a cultura, em torno das diferenças entre homens e mulheres, deveria ser deslocada do determinismo biológico para as construções sociais, relacionais e culturais.

O conceito gênero sexual começou a ser utilizado para teorizar a questão da diferença entre homens e mulheres. Rejeita termos como sexo e diferença sexual, porque esses remetem ao determinismo biológico. Enfatiza todo um sistema de relações que pode incluir o sexo, mas não é diretamente determinado por ele, nem determina a sexualidade. Para Scott (1995), gênero tem duas significações: é um elemento constitutivo de relações sociais baseadas nas diferenças percebidas entre os sexos e uma forma primária de dar significado às relações de poder. A categoria analítica do gênero passou a indicar, então, os processos de construções sociais que identificavam alguém como pertencente ao feminino ou ao masculino.


A idéia de uma construção social remete, necessariamente, a uma articulação com outras categorias sociais como raça, etnia, religião, etc. porque nesta perspectiva teórica, gênero se constrói com e nelas, visualiza-se o poder como sendo essencialmente relacional (MEYER, 1996, p. 43).

Para a perspectiva de gênero, a mulher é definida como um ser histórico, gerado pelas relações culturais de acordo com valores e hierarquias sociais que estão interligados a fatores políticos e econômicos, em cada sociedade. É uma categoria relacional, pois homens e mulheres só se definem numa relação entre um e outro.

Não podemos ignorar que, ainda hoje, as relações entre os gêneros permeiam qualquer interação social e são baseadas em desigualdades. Por isso se torna relevante o estudo dos impactos sociais e culturais que os processos de informação trazem para as mulheres. As tecnologias de informação e comunicação – TICs – tiveram impacto em todo o globo e transformaram a informação em um dos bens mais valorizados e procurados do mercado, tornando-se condição básica e crescente para o desenvolvimento econômico, político, social e cultural de todo e qualquer indivíduo, independentemente de sexo, idade e nacionalidade.

A informação é vista como um recurso econômico, pois, quando bem elaborada e bem colocada no mercado, é instrumento de aumento da eficácia, da competitividade, de estímulo à inovação, o que, conseqüentemente, gera recursos econômicos. Vem também cada vez mais sendo utilizada pelo público em geral como um instrumento facilitador da geração de conhecimento, ficando vinculada ao desenvolvimento de meios e serviços que visam satisfazer a essa crescente demanda por informação. Nesse sentido, as TICs são vistas como meios através dos quais grupos de mulheres conseguem acesso a dados e informações e, ainda, como recurso para tornar todo tipo de informação disponível a outras mulheres (ABATH; IRELAND, 2002). Segundo Sampaio e Aragon (2002), as novas tecnologias introduzem possibilidades teóricas para as mulheres e benefícios relacionados ao acesso, os quais expandem as possibilidades da expressão feminina. Para as autoras, as novas TICs ameaçam a proeminência do sujeito autônomo racional masculinizado, na produção e na distribuição da informação, assim como a existência de hierarquias tradicionais inscritas dentro dos sistemas da linguagem impressa e falada.


Essa diminuição da posição do sujeito tradicional racional masculino, junto com a descentralização da informação e das identidades, abre um leque de possibilidades para que a mulher possa construir suas próprias identidades, refletindo sua heterogeneidade e uma mudança no destaque de gênero em suas vidas (SAMPAIO; ARAGON, 2002, p. 76).

As novas TICs ameaçam, inclusive, a supremacia masculina no espaço público, originalmente designado pelos e para os homens, enquanto o espaço privado é territorialidade feminina.


As novas formas de manifestação do tempo e da distância, a transformação da acessibilidade, a construção de espaços virtuais, as relações laboriais relacionadas com o tele trabalho, a ambigüidade entre o próximo-distante e o distante-próximo, os processos de descentralização local e integração supranacional resultam numa nova redefinição do espaço público (ABELÉM; FARRELL; YANNOULAS, 2004, p. 263).

Para Abath e Ireland (2002, p. 230), a mulher só alcançará o empoderamento e a melhoria de seu status se três dimensões do poder, a economia, a política e a social, forem remodeladas: “Essas três dimensões têm o mesmo ponto de intercessão: informação e conhecimento”.

Esses pontos nos conduzem à reflexão e às seguintes questões, propostas por Haraway (1994): que tipos de papéis constitutivos na produção do conhecimento, da imaginação e da prática, no que se refere às questões de gênero, podem ter os grupos que fazem a ciência? De que forma esses grupos podem aliar-se a movimentos sociais e políticos? Que tipo de responsabilidade política pode ser construída, a fim de unir as mulheres através das hierarquias tecnocientíficas que as separam dos homens?

Neste trabalho, se escolheu fazer um levantamento da produção científica da Biblioteconomia e CI, em periódicos nacionais e internacionais, além das diversas edições do Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação – Enancibs –, no período compreendido entre 2000 e 2007, e observou-se que existe um déficit de pesquisas sobre uso, acesso, produção da informação pela mulher.

Esse fato já havia sido constatado por outros pesquisadores, como é o caso de Ferreira (2003). Em seu estudo sobre o profissional da informação no mundo do trabalho e as relações de gênero, a autora detectou que pesquisas sobre mulher e gênero na Biblioteconomia são ainda em número bastante limitado e ainda não estão consolidadas, o que torna a discussão quase sempre difícil. Para Oliveira (2005), a formulação de políticas de informação na área de Ciência & Tecnologia – C&T–, segundo a ótica de gênero, representa uma contribuição importante para a construção de um sistema integrado de indicadores capaz de nortear ações voltadas para uma maior participação feminina no campo. Também da área de C&T, Olinto (2006) destaca que a inclusão da dimensão gênero como indicador de recursos humanos é fundamental para identificar a adaptação do Brasil à sociedade do conhecimento, sendo que a CI tem muito a contribuir para isso.


2 Metodologia

Utilizando as palavras-chave mulher/woman, gênero/gender, feminino/female, sexo/sex, informação/information, identificamos que artigos, na área de CI e Biblioteconomia/Information Science & Library Science, foram publicados no período de janeiro de 2000 a dezembro de 2007 e tratavam da relação da mulher com a informação. Nossa pesquisa abrangeu o banco de artigos nacionais e internacionais indexados no Portal de Periódicos da Capes, os arquivos das revistas brasileiras da área qualificadas com Qualis A e B Nacional pela Capes e as cinco edições do Enancib, promovidos pela Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciência da Informação – Ancib.

Esse corpus foi escolhido por ser o Portal da Capes uma das mais importantes fontes de informação acadêmica que oferece acesso gratuito pela Internet a textos completos de artigos de mais de 12.365 revistas internacionais e nacionais e a mais de 90 bases de dados com resumos de documentos em todas as áreas do conhecimento. Já as revistas científicas, qualificadas como A e B pela Capes, englobam a produção intelectual de profissionais reconhecidos em diversas áreas do conhecimento; e os Enancibs concentram, entre outras, as pesquisas em desenvolvimento dentro dos nove programas e cursos de pós-graduação em CI brasileiros.

Fizemos uma triagem dos trabalhos a partir das palavras-chave e da leitura de seus resumos. Os que julgamos se enquadrar na proposta de nossa pesquisa e estavam acessíveis foram lidos integralmente e contabilizados. Vários não atendem aos nossos objetivos, pois trazem a questão da mulher x informação apenas através de constatações estatísticas, sem se aprofundar em análises e propor reflexões ou são artigos de outras áreas e propõem outras discussões fora do objeto de pesquisa da CI.


3 Banco de dados internacionais do Portal da Capes

Através do Portal da Capes acessamos o ISI Web Knowledge, plataforma especializada na análise e no gerenciamento de informações em ciências, ciências sociais, artes e humanidades. Foram encontrados 18 artigos publicados em revistas internacionais da área de CI e Biblioteconomia, que tratavam especificamente das questões de gênero.

Um estudo foi publicado pela Revista de Neurologia no qual Benavent, Arroyo, Alcaide et al (2007) buscaram identificar, utilizando a perspectiva de gênero, as características bibliométricas de artigos publicados nesse mesmo periódico, entre 2002 e 2006. Foram encontrados 4527 autores, sendo 57,74 % homens e 42,26 % mulheres. Os pesquisadores concluíram que a promoção de estudos de gênero na área são essenciais para o estabelecimento de uma política científica que busque promover a mulher como pesquisador.

Outro estudo assinado por Thelwall, Barjak & Kretschmer (2006), publicado na revista Scientometrics, qualifica como expressiva a diferença entre o número de pesquisas disponibilizadas na web assinadas por autores e o número assinado por autoras. Com exceção dos cientistas alemães, pesquisadores homens de outros oito países europeus publicam mais que suas colegas mulheres. Os autores afirmam que a desigualdade de gênero prevalece na ciência, apesar das iniciativas de se tentar exterminá-la e denunciam a necessidade de pesquisar as suas causas e manifestações. A participação de homens e mulheres nas listas de discussão da web foi o objeto do estudo de Sierpe (2000) publicado na revista Library & Information Science Research. Para o autor, todas as facetas da TI têm implicações nas relações de gênero e, no caso das comunicações mediadas por computadores, os homens têm se mostrado mais ativos que as mulheres.

Na mesma linha, Kretschmer e Aguillo (2005) publicaram, na revista Information Processing & Management, os resultados de uma pesquisa que mostra fortes diferenças entre os gêneros, “em favor do sexo masculino”. Para os autores, a desigualdade decorre da posição social da mulher que é refletida nas instituições de pesquisa. Resultado semelhante encontrou Goel (2002), em artigo publicado na revista Scientometrics.

Ainda sobre o tema, o Journal of Information Science traz um artigo no qual Penas & Willett (2006) analisaram as publicações de cinco departamentos universitários de Biblioteconomia e CI. Concluíram que pesquisadores homens publicam mais que as mulheres, mas ressaltam que não é significante a diferença entre o número de vezes que autores masculinos e femininos são citados nos artigos. Já Hakanson (2005) analisou o sexo dos autores de artigos publicados em três revistas acadêmicas da área de CI, entre 1980 e 2000. Em seu texto publicado na College & Research Libraries, o autor afirma que a participação feminina aumentou ao longo do período, mas é preciso realizar estudos mais aprofundados sobre o conteúdo dos artigos que elas assinam e as diversas variáveis que mantêm desigual o número de artigos publicados por sexo.

Robertson, Newell, Swan, Mathiassen e Bjerknes (2001) publicaram no periódico Info Systems artigo em que analisam as razões da segregação feminina no campo da computação durante os anos 1990, nas esferas pública e acadêmica, no Reino Unido e na Escandinávia. Os autores creditam o menor interesse da mulher pela área às relações de poder existentes entre os gêneros e sugerem ações práticas a serem tomadas a começar pelas próprias instituições que promovem pesquisas em computação.

A revista Libri traz um artigo assinado por Lopez-Huertas e Ramirez (2007), em que é analisada a terminologia utilizada para a indexação de trabalhos nos campos da saúde, imagem e corpo femininos e concluíram que os thesauros são contaminados por preconceitos e estereótipos sociais.

Mbarika et al (2007) discutem, num texto publicado na Information Society, as maneiras pelas quais a evolução das TICs ampliaram o acesso de mulheres africanas a computadores e à Internet. Já Mabawonku (2006) assina um artigo, no Journal of Documentation, onde buscou identificar as necessidades informacionais e o uso que funcionárias públicas nigerianas fazem da informação. Constatou-se que os temas que mais despertam interesse são política/governo, educação, religião, família e assuntos internos relacionados ao trabalho de cada uma. Sugere que o governo faça investimentos para o desenvolvimento de infra-estrutura informacional como forma de aumentar a produtividade das mulheres.

Karim e Hasan (2007), em artigo publicado na revista Electronic Library, estudaram o hábito de leitura dos alunos dos cursos de TI e artes na Malásia e observaram diferenças entre homens e mulheres entrevistados. Já as diferenças na busca de informação por adolescentes de escolas canadenses foram analisadas por Large, Beheshti e Rahman (2002) e aparecem em texto publicado na Information Processing & Management. Segundo os autores, as meninas dedicam mais tempo à leitura das páginas, ao contrário dos rapazes que trocam de páginas mais vezes por minuto.

Waseleski (2006) comparou a freqüência com que homens e mulheres fazem uso de pontos de exclamação quando se encontram em fóruns de discussão profissionais via Internet. O texto, publicado no Journal of Computer-mediated Communication, indica que as mulheres utilizam esses marcadores lingüísticos com mais freqüência que os homens. Segundo o autor, a exclamação tem funcionado principalmente como recurso para manter uma interação amigável.

Fazer um cruzamento entre o perfil e os interesses dos candidatos ao curso de mestrado em CI, da Divisão de Estudos de Informação da Universidade Tecnológica Nanyang, Singapura, foi um dos objetivos de Khoo e Ramaiah (2004) em artigo publicado na revista Libri. Os autores detectaram que bibliotecas públicas e escolares tendem a atrair mulheres; já os estudos sobre bibliotecas virtuais concentram mais homens e com idade mais avançada. Os homens mais jovens tendem a escolher disciplinas ligadas à TI e à gestão do conhecimento. O papel da informação na vida da mulher vítima de abuso foi estudado por Dunne (2002) e publicado no Library & Information Science Research. Anteriormente, o tema havia sido abordado na mesma revista por Harris et al (2001). Cento e cinco mulheres que foram abusadas pelos próprios parceiros, descreveram como buscaram auxílio nos serviços de apoio a esse tipo de vítima. Concluíram que, apesar de as entrevistadas terem avaliado positivamente os serviços, é preciso conceber mecanismos mais eficazes para superar as barreiras que mulheres abusadas encontram quando buscam informação e ajuda.

A revista Archives of Sexual Behavior, publicou artigo de Strassberg e Holty (2003), que inclui um estudo feito a partir de anúncios pessoais publicados em sites de relacionamento. Esses sites são considerados pelos autores como potenciais fontes de informação sobre relações interpessoais. Os autores perceberam que os anúncios que receberam mais respostas foram aqueles em que as mulheres se descreveram como financeiramente independentes, prósperas e ambiciosas. Esses receberam 50% mais visitas que os anúncios de homens mais procurados, nos quais eles se descrevem como encantadores e atraentes.


3.1 Revistas brasileiras

Entre as revistas brasileiras Qualis A e B da Capes, encontramos seis artigos contendo, entre as palavras-chave, os termos mulher e/ou gênero feminino.

O profissional da informação no mundo do trabalho e as relações de gênero foi o tema de pesquisa de Ferreira (2003). Publicado na revista Transinformação, o artigo analisa o papel da mulher no mundo do trabalho, tendo como principal enfoque as profissões ditas femininas. Nele, a autora procurou dar ênfase ao/à profissional da informação, bem como aos condicionantes que demarcam a escolha dessa profissão, a partir da perspectiva de gênero. Para a autora, trabalhar a questão de gênero significa redimensionar o papel da bibliotecária, contribuindo para uma revisão crítica do trabalho realizado por essa profissional.

Setenta professoras da rede estadual de ensino médio, em quinze escolas de Florianópolis/SC, participaram de uma pesquisa realizada por Nascimento (2003), publicada na revista Informação e Sociedade. O livro surgiu como principal fonte de informação das entrevistadas, porém apenas 32,3% delas consideram que as bibliotecas das escolas onde trabalham atende às suas necessidades de informação. Quanto ao uso do computador, apenas 8% das entrevistadas recorre a essa ferramenta como fonte de pesquisa. Outro dado interessante é que 100% da amostra concordam que a informação pode ajudar a diminuir a discriminação e as diferenças sociais e apenas 13% conhecem bibliotecas, bases de dados, ou páginas da Internet que tratem de assuntos específicos sobre o gênero. Em sua conclusão, Nascimento diz que é imprescindível proporcionar maior facilidade de acesso à informação sobre o gênero, reestruturar as bibliotecas escolares e implantar laboratórios de informática nas escolas, como forma de possibilitar às professoras melhor exercício da cidadania.

A construção de um telecentro em municípios integrantes da Unidad Territorial de Empleo y Desarrollo Local y Tecnológico de Alfacar /Espanha, onde mulheres possam buscar informações, é analisada por Muñoz-Muñoz (2004), na revista Ciência da Informação. O artigo conclui ser esse modelo de programa que visa conhecer e divulgar as novas tecnologias de informação, um tipo de agente de empoderamento social feminino, principalmente em meios onde a tecnologia ainda tem acesso restrito.

Caldin (2006) publicou artigo na Revista ACB no qual elabora uma interpretação das vozes femininas nos contos de fadas. A autora discorda da crítica feminista que condena os contos de fadas. Um de seus objetivos é incentivar os bibliotecários à liberdade de interpretação, nesse tipo de literatura.

Com o objetivo de discutir o papel da memória e a constituição do arquivo na perspectiva do discurso, Pacífico e Romão (2006) interpretaram indícios em fotos colhidas dentro de um acervo particular de uma família do interior de São Paulo, reunidos em artigo publicado na revista Em Questão. O material selecionado auxiliou na análise dos sentidos construídos sobre o feminino, em três gerações de avós, mãe e filhas. O corpus permitiu-lhes inferir que houve deslizamentos de sentidos no discurso e na imagem de/sobre a mulher.

Indicadores da participação feminina em C&T foram descritos e analisados por Hayashi, Cabrero, Costa e C.Hayashi (2007) e publicados na revista Transinformação. A pesquisa examinou a situação das docentes que pertencem à comunidade científica da Universidade Federal de São Carlos/SP e se baseou em teorias sobre as questões do gênero na ciência e da participação feminina. Na UFSCar as mulheres representam 39,3% dos docentes, ocupam 1/3 dos postos de comando e, entre os discentes, superam 55% dos estudantes. Os autores destacam que ainda falta um caminho a percorrer para as mulheres igualarem-se aos pesquisadores nos postos acadêmicos e áreas do conhecimento mais prestigiadas e concluem que utilizar o potencial feminino é estratégico para avançar cientificamente.


3.2 Enancibs

Ocorreram cinco edições do Enancib no período estudado. Em 2000, o Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da UnB organizou em Brasília o IV Enancib, que teve como tema Conhecimento para o século XXI: a pesquisa na construção da sociedade da informação. Foram apresentados 250 trabalhos sendo que não foi encontrado entre eles nenhum artigo que tratasse da temática gênero feminino e informação.

Em 2003 ocorreu o V Enancib, em Belo Horizonte, promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da UFMG, em torno do tema tema Informação, conhecimento e transdisciplinaridade: desafios do milênio discutido em 139 artigos. Nessa edição, Olinto (2003) apresentou o artigo Mulheres e jovens na liderança da pesquisa no Brasil: análise das bolsas de pesquisadores do CNPq. A autora sugere que algumas informações relevantes tanto para análise do desenvolvimento quanto para avaliação e planejamento da política em C&T podem ser obtidas quando as variáveis sexo e idade são extraídas das bases cadastrais e se tornam objeto de análise.

Florianópolis/SC sediou, em 2005, o VI Enancib, organizado pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da UFSC. O tema foi A política científica e os desafios da sociedade da informação. Foram apresentados no evento 125 trabalhos. Entre eles, o trabalho de Oliveira (2005), intitulado Pensando as estatísticas públicas sobre carreiras educacionais na área de ciência e tecnologia, por gênero, no qual a autora propõe fazer uma reflexão sobre a necessidade de se repensar o registro das estatísticas públicas sobre carreiras educacionais, na área de C&T, a partir de uma perspectiva que incorpore a dimensão de gênero. Constatou que o modo pelo qual a informação estatística é registrada não permite captar adequadamente a matriz de desigualdade de gênero.

Em 2006, o VII Enancib ocorreu em Marília/SP, promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da UNESP. O tema foi A dimensão epistemológica da Ciência da Informação e suas interfaces técnicas, políticas e institucionais nos processos de produção, acesso e disseminação da informação, que reuniu 110 trabalhos. Olinto (2006) apresentou o artigo Indicadores de gênero para a sociedade do conhecimento. Nele, o autor considerou fundamental a inclusão da dimensão de gênero entre os indicadores de recursos humanos em TI no Brasil como forma de identificar a adaptação do país à sociedade do conhecimento. Detectou que o setor ainda é marcado pela acentuada diferença entre os gêneros.

A oitava edição do Enancib ocorreu em Salvador/BA, em 2007, coordenado pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da UFBA e teve como tema Promovendo a inserção internacional da pesquisa brasileira em Ciência da Informação, reunindo 144 comunicações orais. Entre elas está o artigo A busca de informação pela mulher em jornais impressos de Dumont e Espírito Santo (2007), em que são apresentados os resultados obtidos através de entrevistas com 172 leitoras do jornal Estado de Minas. Os dados permitiram concluir que a mulher, quase metade do público leitor dos grandes jornais brasileiros, os lê principalmente em busca de informação sobre diversos temas, em especial a política, acontecimentos locais, cultura. Segundo a pesquisa, a mulher utiliza as informações para formar sua opinião e interagir socialmente e faz da profissionalização uma variável importante para se inserir como leitora freqüente de jornal.


4 Conclusão

Analisamos a produção científica sobre os estudos de gênero dentro do campo da CI num período compreendido entre 2000 a 2007. Ao todo encontramos 18 artigos publicados por autores de outros países em 14 revistas internacionais, seis publicados em revistas nacionais e quatro apresentados em Enancibs. Entre os internacionais, o tema mais explorado foi a discrepância entre o número de artigos assinados por homens e o número de artigos assinados por mulheres. Sete deles chamam a atenção para o fato de que é preciso promover uma equiparação nesse sentido. Os outros tratam basicamente do acesso à informação e à tecnologia da informação e seu uso por mulheres em diferentes situações de vida, ou discutem aspectos lingüísticos e de indexação. Entre os artigos apresentados nos Enancinb, dois são de uma mesma autora. Nas pesquisas brasileiras em CI, o tema gênero feminino é mais explorado em relação à C&T, ficando em segundo lugar os estudos sobre uso e acesso da mulher à informação.

Outro ponto que merece destaque refere-se à quantidade de artigos publicados por cada pesquisador e cada periódico. Entre os 28 artigos analisados, apenas um autor, Olinto (2003 e 2006) publicou duas vezes, e somente uma revista nacional, a Transinformação, traz dois textos sobre o tema. Os poucos autores que estudam o tema mulher x informação pouco publicam sobre suas pesquisas.

Detectamos como ponto comum entre os artigos analisados, tanto nacionais quanto internacionais, ser necessário que as ciências, de uma maneira geral, invistam em estudos que possam detectar as desigualdades de gênero, buscando alternativas para modificar esse quadro. Incluir a mulher como objeto de estudo da CI vai além da publicação de artigos em periódicos científicos que concluem ser pequena a participação feminina na construção do saber do campo. É preciso ainda aprofundar a reflexão em torno das causas que as mantêm ainda hoje menos produtivas que os homens, dentro dessa que é uma área historicamente feminina em todo o mundo. Vale a pena retomar aqui uma das questões de Haraway (1994) destacadas na introdução deste artigo: que tipos de papéis constitutivos na produção do conhecimento, da imaginação e da prática, no que se refere às questões de gênero, podem ter os grupos que fazem a ciência? Que resposta poderíamos dar em relação à contribuição da CI brasileira?

Quanto às revistas, esta pesquisa também não foi suficiente para dizer se seus editores e pareceristas consideram a temática relevante ou não. Não acreditamos que a razão do pequeno número de artigos publicados esteja num possível pré-conceito de nossos pares. Podemos supor que esse quadro seja um reflexo de nossa sociedade e da cultura ocidental, acostumada a manter as questões de gênero em segundo plano. Os problemas enfrentados hoje pelas mulheres têm raízes históricas e sociais, são vistos como naturais até por elas mesmas e, como tal, difíceis de serem combatidos. Possuir um grande capital cultural não basta para dar a elas acesso às condições de uma verdadeira autonomia cultural. Os costumes de não-participação das mulheres estão profundamente enraizados na sociedade e se tornam mais evidenciados ainda no que se refere à escrita científica.

Apesar de toda a inegável evolução, mantém-se a estrutura patriarcal permeando as relações sociais. Porém acreditamos ser possível ultrapassar o conhecimento criado e sedimentado dentro das relações de poder, assim como investir nas relações sociais e culturais dentro dos diversos campos científicos. Para reestruturar o status quo, falta-nos, principalmente, entender os meandros que envolvem a organização social de nosso campo, assim como a informação produzida e disseminada por ele, o que não isenta os periódicos científicos e os cursos de pós-graduação da responsabilidade de incluir estudos das relações de gênero dentro de seus editoriais e programas. Uma mudança inclui novas concepções de conhecimento e prioridades de pesquisa.

Já se passaram quase quatro décadas que os Estudos de Gênero ganharam as universidades em todo o mundo, porém o campo ainda se vê carente de estudos e reflexões. Várias pesquisas e artigos analisados para este artigo falam que o acesso à informação é condição primeira para o empoderamento feminino, cabendo, assim, também ao campo da CI uma boa parcela de responsabilidade e de dever em busca da promoção da igualdade de gênero.

The gender studies in Information Science
ABSTRACT
This work intends to produce a review of researches focusing on Gender Studies made by many research branches on Information Science in Brazil and in the world. It tries to associate articles published in scientific production of Brazilian and foreign authors, indexed in Capes database, and also works presented in Enancibs, from 2000 to 2007. It is perceived that very few authors wrote about this subject, though all information studies have implications in gender relations and vice-versa. Overall there were 18 articles published by foreign authors in 14 international magazines, 6 articles published in 5 national magazines and 4 articles published in 5 editions of Enancib. All articles analyzed had as their common factor the conclusion about the need for sciences, including the information one, to invest in studies and publications that can detect the gender dissimilarities, searching alternatives to change this setting.
KEYWORDS: Information Science. State of art. Scientific publications. Feminine gender.


Los estudios de género en la Ciencia de la Información
RESUMEN
Este artículo tiene por objeto inventariar las investigaciones que enfocan los Estudios de Género llevadas a cabo por las diferentes líneas de investigación en Ciencia de la Información en Brasil y en el mundo. Trata de situar la producción científica publicada teniendo en cuenta los artículos de autores internacionales y nacionales indexados en el portal de la Coordinación de Perfeccionamiento de Personal de Nivel Superior (CAPES), además de los trabajos presentados en los Encuentros Nacionales de Investigación en Ciencia de la Información (ENANCIB), durante el período comprendido entre los años 2000 y 2007. Se percibe que son pocos los investigadores que están interesados en el tema, a pesar de que todas las facetas involucradas en los estudios de la información inciden sobre las relaciones de género y viceversa. En su totalidad, fueron hallados 18 artículos publicados por autores de otros países en 14 revistas internacionales, seis artículos publicados en cinco revistas nacionales y cuatro en las cinco ediciones de los ENANCIB. Todos los artículos estudiados afirmaron, en su conclusión, que las ciencias, incluyendo la de la información, tienen la necesidad de invertir en estudios y publicaciones que puedan detectar las desigualdades de género y buscar alternativas para modificar dicho escenario.
PALABRAS CLAVE: Ciencia de la Información. Estado del arte. Publicaciones científicas. Género femenino.



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Doutoranda em Ciência da Informação / UFMG
Mestre em Ciência da Informação / UFMG
Bacharel em Comunicação Social – Jornalismo / UFMG
E-mail: patriciaespiritosanto@yahoo.com.br





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