No diálogo com o outro, a crisálida pode tornar-se borboleta, a comunicação tem chance de acontecer. Sobre Martin Buber

Ciro Marcondes Filho

Resumo


Martin Buber introduziu na filosofia o tema do diálogo. Para ele, nem o Eu, nem o Tu estão no início de tudo; no princípio, está simplesmente a relação. A relação é o espaço “entre”, é esse ambiente comum, essa coisa que ata os homens numa interação social. E quando dialo-gam, os participantes devem realizar uma autêntica imersão, dissolver-se na cena, na rela-ção, na troca, no instante. E é igualmente instantânea a relação que homens têm com as obras da cultura. Uma obra de arte, por exemplo, só se torna de fato obra pela ação do homem, que a realiza, que lhe dá um “poder eficaz”. Depende de nós realizarmos ou não as coisas. Podemos ver o mundo, o outro, as obras como um “Isso”, como algo que buscamos conhecer, dominar, entender; mas podemos vê-los, também, como um “Tu”, se deixarmos de lado a busca do conhecimento e nos entregarmos à relação. Só assim pode se realizar a comunicação.

 


Palavras-chave


Diálogo; Comunicação; Alteridade; Relação; Palavras-princípio; Eu-Tu

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Em Questão | ISSN 1808-5245 | EQ no Facebook | EQ no Google Scholar

Classificação Qualis: A2 - Comunicação e Informação; B2 - Ciências Ambientais; B3 - Administração, Ciências Contábeis e Turismo; B4 - Sociologia; B5 - Engenharias I.

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