A poesia e o banal nos modos de fazer

Rafael de Almeida

Resumo


Reflito neste ensaio, a partir da análise de O fim do sem fim (Beto Magalhães, Cao Guimarães e Lucas Bambozzi, 2001), a questão do gesto como elemento do cinema documentário. A discussão parte dos efeitos de real, expressão de Jean-Louis Comolli, alcançada na montagem do filme, perpassando reflexões em torno do corpo, sua cotidianidade e, por fim, sua forma, naquilo que Giorgio Agamben chamará de forma-de-vida. Aponto, em O fim do sem fim para uma inserção do corpo cotidiano, bem como seus gestos e modos de fazer em extinção, na esfera política por intermédio da escritura do filme. O trabalho é parte do projeto “Experimentar o real: (re)invenções do documentário brasileiro contemporâneo” que busca compreender o documentário, em sua vertente inventiva, como caminho privilegiado para a renovação e expansão do domínio rumo à produção de outras formas de discurso imagético-narrativos.


Palavras-chave


Documentário; Estética; Política; O fim do sem fim; Cinema brasileiro contemporâneo

Texto completo:

PDF




Em Questão | ISSN 1808-5245 | EQ no Facebook | EQ no Google Scholar

Classificação Qualis: A2 - Comunicação e Informação; B2 - Ciências Ambientais; B3 - Administração, Ciências Contábeis e Turismo; B4 - Sociologia; B5 - Engenharias I.

Programa de Pós-graduação em Comunicação  | Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Rua Ramiro Barcelos, 2705, sala 519 | CEP 90035-007 | Porto Alegre, RS, Brasil | Fone: (51) 3308 2141| E-mail: emquestao @ufrgs.br 

Membro da Associação Brasileira de Editores Científicos 

Signatária do San Francisco Declaration on Research Assessment (DORA)