A comunicação como uma caixa preta. Propostas e insuficiências de Vilém Flusser

Ciro Marcondes Filho

Resumo


Vilém Flusser revolucionou os estudos de comunicação ao propor que as imagens da atualidade não têm qualquer relação com as imagens antigas. São imagens técnicas, significam conceitos, remetem a fórmulas matemáticas e a cálculos. Elas excluíram os poderes da palavra e hoje somos cada vez mais programados por elas. Por isso, nossa estratégia contra esse novo domínio deve centrar-se dentro do campo da imagem e está nas mãos dos “imaginadores” a nossa chance de democracia. Mas Flusser não consegue desvencilhar-se da ambigüidade de sua proposta: aposta na intencionalidade num mundo em que, segundo ele mesmo, a ação humana é mera função matemática de duas variáveis e a vontade desaparece num mar de ondas e partículas casuais. Nas redes, o diálogo, que para ele tem poderes políticos efetivos enquanto possibilidade de democratização, tende à ingenuidade de se tomar acesso numeroso por participação, crítica e proposições qualitativas.


Palavras-chave


Teoria da comunicação. Imagens técnicas. História da comunicação. Democratização da comunicação.

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Em Questão | ISSN 1808-5245 | EQ no Facebook | EQ no Google Scholar

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