Geografia, comércio internacional e instituições: uma análise econométrica dos BRICS

Carlos Schonerwald, Luiz Michelon, Marcelo Corrêa

Resumo


Este artigo discute o papel dos três determinantes profundos do desenvolvimento econômico (geografia, instituições e comércio internacional) nos países do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) entre
1995 e 2015. Primeiramente, aponta-se a dificuldade de analisar se os determinantes funcionam ou não de forma simultânea, porquanto a maioria dos autores não concorda com a ideia de coordenação. Outrossim, considera-se que as instituições são muito diferentes entre esses países, especialmente no caso da China, que melhorou a renda per capita sem se enquadrar nos padrões dos Indicadores de Governança Mundial. Terceiro, o artigo apresenta brevemente a história recente do BRICS, aplicando o método de Hausman e Taylor (1981) para controlar o efeitodas variáveis endógenas e das invariantes no tempo. Conclui-se assim que, por um lado, a geografia e o comércio internacional têm sido importantes para explicar o desempenho econômico dos países do BRICS sem desafiar a literatura atual e, por outro, a influência das instituições, apesar de relevante, não corresponde às hipóteses enraizadas na literatura. China e Rússia são países com instituições específicas, portanto os resultados não acompanham os resultados anteriores sobre o papel das instituições, sugerindo que os indicadores podem ter tendência para a ideologia liberal.


Palavras-chave


Instituições, Comércio Internacional, Geografia

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DOI: https://doi.org/10.22456/2178-8839.96612

 

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Conjuntura Austral - ISSN: 2178-8839

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