A Igreja Católica e a manutenção da clausura em pleno século XXI: algumas questões para reflexão

Leandra Bento da Silva, Mércia Rejane Rangel Batista

Resumen


Em pleno século XXI continuamos a nos deparar com uma pluralidade de religiões, além de diferentes maneiras de se vivenciar a religiosidade. Dentre essas, nos deparamos com a presença de conventos e/ou mosteiros dedicados a vida contemplativa (aqui classificadas enquanto Instituições totais), o que aparentemente produz uma sensação de se estar diante de um paradoxo, tendo em vista a “radicalidade” que marca a vida em clausura (GOFFMAN, 1961; FOUCAULT, 2014). O que nos leva a questionar sobre as razões que tem levado a permanência de instituições totais religiosas, pois mesmo com a “liberdade” de escolha e a diversidade de possibilidades de vivenciar a religiosidade, muitos indivíduos ainda optam pela clausura. Contudo, quando observamos a história da Igreja Católica no Brasil, trazemos como hipótese, a modelagem trazida pelo habitus (BOURDIEU, 1983) dos brasileiros desde o período colonial até os dias atuais e a ideia dos sinais divinos (RODRIGUES, 1995) que aparecem no decorrer da vida dos freis e freiras, permitindo-nos então propor o caminho interpretativo em torno de se compreender os sentidos da permanência dessas instituições totais ainda no Brasil contemporâneo.

Palabras clave


Igreja Católica; Clausura; Brasil; Século XXI.

Texto completo:

PDF (Português (Brasil))


DOI: https://doi.org/10.22456/1982-2650.74434