Ecologia e espiritualidades na modernidade tardia: da trivialidade à ética da sustentabilidade

João Paulo de Paula Silveira, Flávio Munhoz Sofiati

Resumen


O propósito do presente artigo é considerar a afinidade entre ecologia e espiritualidade na modernidade tardia. Procuramos compreender como os conteúdos ecológicos se tornam referências fundamentais da experiência religiosa no âmbito da espiritualidade que, grosso modo, é percebida como expressão da individuação do crer no interior da paisagem religiosa contemporânea. Ao lidar com a questão ecológica, as espiritualidades produzem uma nova ética religiosa que nos leva a compreendê-la para além do estereótipo do individualismo utilitarista e da trivialidade comumente atribuídos a esse fenômeno. No esteio das observações de Lorne L. Dawson (2006) e James Backford (2003) sugerimos que o significado da religião na contemporaneidade deve ser considerado a partir da relação dialética entre a esfera religiosa e outras esferas sociais da modernidade tardia. Assim, a “virada ecológica” iniciada na década de 1970 e radicalizada em nossos dias ajudou a plasmar um novo sentido para a religião através da “ecoespiritualidade”.

Palabras clave


Ecologia; Modernidade Tardia; Espiritualidade

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DOI: https://doi.org/10.22456/1982-2650.58828