Aproximando-se dos vivos e afastando-se dos corpos dos mortos: o rito de enterro evangélico e seu caráter de moralidade

Andréia Vicente da Silva

Resumen


A vivência da morte evangélica é reconhecida como sendo exemplo de simplicidade ritual, de afastamento da morte e de esquecimento dos mortos. Esta classificação foi construída de forma comparativa a partir do universo funerário religioso brasileiro que é reconhecido por sua exuberância ritual. Neste artigo, proponho uma interpretação para o rito de enterro evangélico conjugando o caráter dual de sua cosmologia com a ênfase na moralidade do seu sistema doutrinário. Através da observação dos movimentos de aproximação dos (corpos) vivos entre si e de afastamento destes em relação (aos corpos) dos mortos pretendo demonstrar certas especificidades dessa vivência ritual ao mesmo tempo em que proponho uma nova forma de interpretação para a dinâmica do rito.

Palabras clave


morte; ritual; evangélicos; moralidade

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DOI: https://doi.org/10.22456/1982-2650.44458