O pentecostalismo em contextos de violência: uma etnografia das relações entre pentecostais e traficantes em Magé

Cesar Pinheiro Teixeira

Resumen


Nas periferias urbanas do Rio de Janeiro é notável a presença de dois grupos distintos: as igrejas pentecostais e os grupos de narcotraficantes. Todavia, embora os pentecostais demonizem os grupos de traficantes, a relação entre eles não se caracteriza por uma relação de conflito. Os pentecostais gozam de respeito e prestígio em relação aos traficantes: seja quando pregam dentro das bocas-de-fumo ou quando resgatam pessoas “condenadas à morte” pelos traficantes. Como compreender a autoridade moral da qual gozam os pentecostais em relação a interlocutores autoritários e violentos como os narcotraficantes? Como hipótese principal, dizemos que ao utilizarem com rigor regras de dom e contra-dom e, além disso, orientando-se pela lógica da Batalha Espiritual, os pentecostais conseguem um posicionamento privilegiado frente às questões postas por um contexto que envolve autoritatismo e violência.

Palavras-chave: pentecostalismo, batalha espiritual, Violência, narcotráfico.

Palabras clave


Pentecostalismo; Batalha Espiritual; Violência; Narcotráfico.

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DOI: https://doi.org/10.22456/1982-2650.3982