Iogues Indianos nas Fronteiras do Conhecível: performance e dissidência entre siddhas hindus

Lena Tosta

Resumen


Uma lei debatida no congresso indiano por ocasião da emergência do Estado-nação, cuja intenção era expurgar elementos ambíguos entre renunciantes, inspira um debate inicial a respeito de discursos e procedimentos de registro e controle da instituição da renúncia na Índia. Este artigo argumenta que o ascetismo “não-domesticado” sofreu encapsulamento político-conceitual ao longo de situações históricas diversas, mas continua a oferecer uma retórica vivida de empoderamento e emancipação considerada legítima. A partir da análise de modelos míticos como Shiva e Dattatreya e de sujeitos etnográficos como os praticantes de austeridades entre naga sadhus, propõe-se uma avaliação do conceito de siddha, iogue que adquiriu poderes criativos. O artigo sugere que a trajetória do asceta heterodoxo seja vista como empoderadora, de acordo com sua matriz cognitiva siddha e tântrica, e que a performance “no mundo” do virtuose seja compreendida como linguagem dissidente.

Palabras clave


Ascetismo indiano; política do conhecimento; performance dissidente, siddhas entre nagas sadhus.

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DOI: https://doi.org/10.22456/1982-2650.12596