Falando a língua na escola: o PNEM como política de formação entre pares

Ana Júlia Kothe, Danusa Mansur Lopez, Mateus Saraiva

Resumo


Resumo: O artigo visa analisar as problematizações realizadas pelos docentes do Colégio de Aplicação da Ufrgs (CAP) e da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS) oportunizadas pela participação no Pacto do Fortalecimento do Ensino Médio (PNEM). Pelo perfil dos docentes, atuantes na Educação Básica e em cursos de licenciatura, a participação no PNEM poderia se constituir numa oportunidade de reflexão sobre questões pertinentes ao currículo e às práticas pedagógicas. Como referenciais à reflexão, nos amparamos: na bibliografia referente à formação de professores; nas dimensões fundantes e do desenho proposto pelo PNEM como política pública; na premissa que a Linguagem e suas Tecnologias garantem subsídios às demais áreas do conhecimento; e em entrevistas com docentes vinculados às Instituições de Ensino Superior (IES). Entendemos que a principal potencialidade da política foi garantir nas escolas um espaço para a formação continuada de seus docentes.


Palavras-chave


formação continuada; formação em linguagem; PNEM

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DOI: https://doi.org/10.22456/2595-4377.68504