Os contos de fada e sua contextualização: os clássicos e a indústria cultural

Maria Angélica Seabra Rodrigues Martins, Glaucia Mariana Reis

Resumo


Os contos de fada são utilizados, há muito tempo, como transmissores de valores morais referentes à época em que se situam, embora pouco se questione as influências que os contos sofreram e que também deixaram a partir do contexto em que se inserem. Neste artigo pretende-se –  com o auxílio teórico-metodológico dos conceitos bakhtinianos de polifonia e dialogismo, além da intertextualidade proposta por Kristeva, na década de 1960, e dos elementos apresentados pela semiótica greimasiana –  analisar como a influência de outras obras, do momento histórico-social, e da ideologia do próprio escritor constroem um discurso-texto, de acordo com os ditames da época em que os contos de fada foram produzidos, propiciando novos  olhares, novas leituras sobre os clássicos, que, como obra, perduram há séculos. 


Palavras-chave


Contos de fada; Clássicos; Intertextualidade; Semiótica; Educação.

Texto completo:

PDF

Referências


ANDRADE, Carlos Drummond de. Confissões de Minas. Rio de Janeiro: Americ, 1944.

ARIES, Philippe. História social da criança e da família. Rio de Janeiro: LTC, 1981.

BARROS, Diana Luz Pessoa de; FIORIN, José Luiz (Org.). Dialogismo, Polifonia, Intertextualidade. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1999.

BETTELHEIM, Bruno. A psicanálise dos contos de fadas. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2008.

CORRALES, Luciano. A intertextualidade e suas origens. In: 10ª SEMANA DE LETRAS, 2010, Porto Alegre. Anais da X Semana de Letras. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2010. Disponível em: . Acesso em: 22 out. 2011

CUNHA, Maria Antonieta Antunes. Literatura infantil: teoria e prática. São Paulo: Ática, 1994.

FIORIN, José Luiz. Introdução ao pensamento de Bakhtin. São Paulo: Ática, 2006.

GABLER, Neil. Walt Disney: O triunfo da imaginação americana. Osasco: Novo Século, 2009.

GIROUX, Henry. Os professores como intelectuais: rumo a uma pedagogia crítica da aprendizagem. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997.

KRISTEVA, Julia. La sémiologie: science critique ou critique de la science. In: Théorie d’ensemble. Paris: Seuil, 1968, p. 80-93.

LÉVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 1999.

LAJOLO, Marisa. Do mundo da leitura para a leitura do mundo. São Paulo: Ática, 2005.

MACHADO, Ana Maria. Como e por que ler os clássicos universais desde cedo. Rio de Janeiro: Objetiva, 2002.

MARTINS, Maria Angélica Seabra Rodrigues. Aprender a pensar: um desafio para a produção textual. Bauru: Canal 6, 2009.

______. Ética, educação e aprendizagem no Brasil– escolanovismo, ditadura militar, contexto atual. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2012.

MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Textos sobre educação e ensino. São Paulo: Moraes, 1992.

NETO, Renato Drummond Tapioca. [s.d]. Enquanto Aurora dormia... Disponível em: . Acesso em: 15 out. 2013.

TATAR, Maria. Contos de Fadas: edição comentada e ilustrada. Rio de Janeiro: Zahar, 2004.




DOI: https://doi.org/10.22456/2595-4377.43945