Vozes inauditas em um currículo colonizado: ‘Eu quero um país que não está no retrato’

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22456/2595-4377.106509

Palavras-chave:

Currículo, Performance, Decolonialidade.

Resumo

Neste artigo interpela-se a relação de desigualdade entre a abordagem da cultura eurodescendente e as culturas negra e indígena nos currículos escolares como decorrente de modos hegemônicos e colonizados de abordagem curricular. Trabalha-se com a noção metafórica de vozes inauditas para pensar as diferentes referências culturais brasileiras silenciadas e apagadas do processo educacional escolar brasileiro. Discute-se a relação entre os conceitos de racismo epistêmico, subordinação epistêmica, colonialismo e colonialidade. Indica-se alguns dos possíveis efeitos da ação de tais conceitos sobre as formulações curriculares vigentes, além de sua interferência na instauração de relações étnico-raciais díspares, que são veirficaveis entre os sujeitos de diferentes pertencimentos raciais que habitam o cotidiano escolar. Aponta-se a proposição dos Estudos da Performance como possibilidade de subverter as práticas curriculares correntes. Projeta-se que, por intermédio de tal subversão, seja possível agregar outras experiências epistemológicas aos programas escolares, na expectativa de construção de um currículo decolonial.

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Biografia do Autor

Edilaine (Dedy) Ricardo Machado, Universidade Federal do Rio Grande do Sul - Colégio de Aplicação

Departamento de Expressão e Movimento, área de Teatro.

Celina Nunes de Alcântara, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Instituto de Artes - Departamento de Arte Dramática

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Publicado

2020-12-30