O levantar dos véus da colonialidade em nosso imaginário durante as aulas de arte

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22456/2595-4377.106271

Palavras-chave:

Ensino de Artes Visuais, Imaginário colonizado, Racismo, Silenciamento, Escuta

Resumo

O presente relato origina-se de um recorte de um projeto desenvolvido nas aulas de arte com turmas do segundo ano do Ensino Médio da rede estadual do Rio Grande do Sul em Porto Alegre. Teve por objetivo abordar e propor reflexões sobre o nosso imaginário social colonizado, de viés racista, sexista e elitizado, gerador de silenciamentos e invisibilidades. Ao longo do projeto foram elaborados trabalhos poético-visuais por estudantes abordando África, racismo e outras formas de violência contra a população negra, colonização e representações positivas. Dentre as referências teóricas para o projeto estão Achille Mbembe, para pensar o racismo no imaginário, Lélia Gonzales e Beatriz Nascimento, para articular racismo e sexismo, Alberto Guerreiro Ramos e Frantz Fanon, que ajudam a refletir sobre o complexo de inferioridade em pessoas negras e os trabalhos de Rosana Paulino e Grada Kilomba sobre silenciamentos e mecanismos de opressão. Como resultado, apresento alguns dos trabalhos poéticos desenvolvidos no projeto, os quais não são discutidos em seus aspectos plástico-visuais, mas estabeleço de forma pontual, breves correlações entre algum assunto tratado em aula e algo que apareceu em algum trabalho.

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Biografia do Autor

João Alberto Rodrigues, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Professor de arte na rede estadual de educação do Rio Grande do Sul em Porto Alegre. Mestre em Educação (2019) pela Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (com bolsa CAPES). Acadêmico de Especialização em Políticas Públicas e Gestão da Educação pela mesma instituição. Licenciado (2014) e Bacharel (2018) em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

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Publicado

2020-12-30