Diálogos possíveis entre educação antirracista e decolonial: vozes insurgentes, pedagogias críticas e a Lei 10.639/03

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22456/2595-4377.106177

Palavras-chave:

Educação antirracista, Lei 10.639/03, Decolonialidade, Letramento racial crítico, Movimento Negro.

Resumo

O artigo tem por objeto discutir os diálogos possíveis entre a perspectiva decolonial e a proposição de uma educação antirracista. Busca-se retraçar, brevemente, o percurso dos embates e das negociações envolvidas na promulgação da Lei 10.639/03, sobretudo no que concerne à luta e ao protagonismo do Movimento Negro. Trata-se de analisar de que modo as práticas e as legislações antirracistas redefinem os itinerários de formação docente e impactam nos trajetos curriculares – de estudantes e professores/as –, com consequências políticas e epistemológicas notórias. Por fim, são apresentados os desafios atuais para o combate ao racismo nas escolas, com ênfase nas vozes insurgentes e contracoloniais, no letramento racial crítico e nas práticas antirracistas.  

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Biografia do Autor

Diego dos Santos Reis, Universidade Federal da Paraíba/Professor Adjunto

Professor Adjunto de Filosofia da Educação da Universidade Federal da Paraíba. Professor Colaborador do Programa de Pós-Graduação Humanidades, Direitos e Outras Legitimidades (Diversitas/FFLCH/USP). Pós-Doutorando na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. Doutor, Mestre e Licenciado em Filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, com estágio doutoral no Institut d’Études Politiques de Paris/SciencesPo (com bolsa CAPES/PDSE). Especialista em Epistemologias do Sul pelo Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (CLACSO). 

Maria da Glória Calado, Professora do Centro Universitário SENAC e professora convidada dos cursos de pós-graduação do Centro de Estudos Latino-Americanos sobre Cultura e Comunicação (CELACC-USP). Psicóloga clínica.

Doutora em Educação pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. Mestra e Graduada em Psicologia pela Universidade São Marcos. Professora horista do Centro Universitário Senac/SP. Professora convidada dos cursos de pós-graduação do Centro de Estudos Latino-Americanos sobre Cultura e Comunicação (CELACC-USP). Psicóloga clínica e psicóloga voluntária no Centro de Direitos Humanos de Sapopemba (CDHS/SP). Participante da Rede de Proteção e Resistência contra o Genocídio, do grupo de pesquisa Movimentos Sociais, Comunicação, Cultura e Território na América Latina (CELACC-USP) e do grupo Mães em Luto da Zona Leste.

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Publicado

2020-12-30