Racismo, colonialidade e descolonização do currículo formal: duas experiências no chão da escola e a fuga de uma história única

Autores

  • Lucas Santos Café Professor EBTT de História - Instituto Federal de Mato de Grosso Estudante de Doutorado do Programa de Pós-graduação em História da Universidade Federal de Mato Grosso https://orcid.org/0000-0003-2654-0788

DOI:

https://doi.org/10.22456/2595-4377.104197

Resumo

O objetivo deste artigo é refletir sobre o racismo e a história única que impera na educação brasileira, a partir de uma discussão teórica sobre duas experiências vividas pelo pesquisador, como professor negro, em duas escolas de diferentes regiões brasileiras: Escola Quilombola Colégio Estadual Onildo Raimundo de Cristo/BA e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato – Campus Primavera do Leste/MT.  Apesar de apresentarem histórias e trajetórias distintas, de serem projetadas para públicos diferentes, procedeu-se à reflexão sobre aquilo que essas escolas têm em comum, que é urgência da descolonização do currículo formal, das práticas educativas e pedagógicas, em favor de um fazer decolonial radical, preparado para lidar com as necessidades de uma educação antirracista que dialogue com as demandas reais da sociedade brasileira. Concluiu-se que é premente a necessidade de superar a colonialidade existente na educação, promovendo um fazer decolonial que possa ser construído para além de uma história única.     

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Publicado

2020-12-30