DISCRIMINAÇÃO SALARIAL FEMININA E O PRÊMIO SALARIAL DE TI NA INDÚSTRIA DE TECNOLOGIA DA REGIÃO SUL

Patricia Bonini, Fernando Pozzobon

Resumo


Este artigo fornece uma análise do perfil de salário, produtividade e gênero da força de trabalho nas indústrias de transformação e de informação e comunicação, nos polos tecnológicos da região sul brasileira. Aos dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), 2011, é aplicada uma metodologia baseada na economia da discriminação e método de decomposição de Oaxaca. Os resultados da análise econométrica sugerem que existe discriminação salarial feminina na indústria enfocada, nos três estados da região, sendo o Rio Grande do Sul o estado com maior desvantagem salarial feminina e o Paraná, com a menor desvantagem. Além disso, o recorte ocupacional, que separa os analistas de TI de um conjunto mais amplo de 726 ocupações, evidencia que a média salarial dos analistas de TI é maior do que a média das demais ocupações, indicando a vantagem salarial da carreira de analista de TI. Também é evidenciado que os empregos de analistas de TI constituem um território predominantemente masculino, uma vez que a participação feminina é de apenas 22%, na média da região sul. Porém, a vantagem salarial dos analistas de TI é maior para as mulheres do que para os homens, o que implica um menor grau de discriminação feminina para as analistas de TI. Esse resultado, encontrado nos três estados da região sul, se alinha à evidência reportada na literatura para os países da OCDE e é inédito em termos da literatura para a economia brasileira.

Palavras-chave


Discriminação salarial feminina; Polos tecnológicos; Prêmio salarial TI

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DOI: https://doi.org/10.22456/2176-5456.52900



 
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Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Faculdade de Ciências Econômicas
Revista Análise Econômica
ISSN 0102-9924 / e-ISSN 2176-5456