Avaliação da cicatrização óssea em falha mandibular com auto-enxerto ósseo associado à suspensão celular de medula óssea autógena: estudo experimental

Cristiano Gomes

Abstract


Defeitos mandibulares secundários a traumas, e neoplasias ou deformidades, freqüentemente representam um desafio para cirurgiões bucomaxilofaciais e ortopedistas. O objetivo deste trabalho é avaliar a cicatrização óssea de autoenxerto da crista ilíaca associado à terapia celular da medula óssea. Foi criado um defeito ósseo de 10x5x5 mm na mandíbula de 28 coelhos, distribuídos em grupo controle (14 animais), reparados com auto-enxerto de crista ilíaca, e grupo experimental (14 animais), em que o auto-enxerto foi associado a células mononucleares da medula óssea autógena do fêmur. Foram realizadas radiografias semanais da região operada e análise histológica de sete animais de cada grupo aos 15 e 30 dias do pósoperatório. Houve um aumento gradativo da densidade óssea, com 85,71% dos animais do grupo experimental e 42,85% do grupo controle apresentando formação de ponte óssea 28 dias após a cirurgia. Na análise histopatológica aos 15 dias, os enxertos eram facilmente visualizados e a atividade das células fagocitárias era intensa. Já aos 30 dias, a sua visualização era mais difícil e, quando possível, apenas um resquício era visualizado. Os resultados sugerem que a adição de células mononucleares da medula óssea favorece a cicatrização do auto-enxerto em defeitos mandibulares de coelhos.


Keywords


Reconstrução mandibular; Regeneração óssea; Enxerto



DOI: https://doi.org/10.22456/1679-9216.17323

Copyright (c) 2018 Cristiano Gomes

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