Uso de acaricidas em Rhipicephalus (B.) microplus de duas regiões fisiográficas do Rio Grande do Sul

Tânia Regina Bettin dos Santos, Nara Amélia da Rosa Farias, Nilton Azevedo Cunha Filho, Itabajara da Silva Vaz Junior

Abstract


A preocupação com a seleção de populações de

 

 

Rhipicephalus (B.) microplus resistentes aos acaricidas é mundial. No Brasil, o aparecimento de resistência não é monitorado de maneira sistemática, o que dificulta o seu controle, pois quanto mais rápido a resistência for detectada, menor é o impacto sobre a produção pecuária. No presente estudo foram analisadas, pelo teste de Drummond, trinta populações de carrapatos de duas regiões fisiográficas do sul do Rio Grande do Sul (Serra do Sudeste e Encosta do Sudeste). Foi realizada uma abordagem epidemiológica com os proprietários ou administradores das fazendas para analisar as diferenças e/ou semelhanças das técnicas de manejo e eficácia dos produtos acaricidas (amitraz, cipermetrina, deltametrina, associação de piretróides sintéticos e organofosforados e associação entre organofosforados) entre as regiões. Observou-se que, em relação à eficácia média dos acaricidas, somente houve diferença (p<0,05) para a deltametrina, sendo maior na Encosta do Sudeste (54%) em relação a Serra do Sudeste (37%). Entretanto, ao analisar as eficácias mínimas entre as duas regiões, observou-se que houve diferença (p<0,05) para o amitraz de 8% na Serra do Sudeste e 56% na Encosta do Sudeste, assim como para cipermetrina, que foi 0% na Serra do Sudeste e 7% na Encosta do Sudeste, portanto, as eficácias mínimas foram menores na Serra do Sudeste. No levantamento epidemiológico, a maioria das questões abordadas não apresentou diferença estatística (p>0,05), exceto em relação ao número de aplicações de carrapaticidas ao ano que foi maior na Serra do Sudeste. Devido à grande biodiversidade existente entre várias regiões do Brasil, a detecção da resistência deve ser feita de forma regionalizada, já que regiões fisiográficas próximas e semelhantes apresentaram padrões diferentes de manejo e de eficácia aos acaricidas.


Keywords


Manejo; Acaricidas; Epidemiologia; Serra do Sudeste e Encosta do Sudeste



DOI: https://doi.org/10.22456/1679-9216.17241

Copyright (c) 2018 Tânia Regina Bettin dos Santos, Nara Amélia da Rosa Farias, Nilton Azevedo Cunha Filho, Itabajara da Silva Vaz Junior

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