Caracterização de granjas suínas infectadas por Streptococcus suis

Ana Elisa Del'Arco, Jósé Lúcio dos Santos, José Eurico Faria, Paula Dias Bevilacqua, Walter Vieira Guimarães, Paulo Sérgio de Arruda Pinto

Abstract


Neste trabalho foram estudados aspectos epidemiológicos das infecções causadas por

 

Streptococcus suis, enfocando-se a caracterização de granjas acometidas por este agente no Brasil. Um questionário foi elaborado e enviado para propriedades infectadas que foram identificadas a partir do banco de dados do laboratório Microvet. Houve um retorno de 26,25% dos questionários, onde se observou que em 73,8% das propriedades, a suinocultura é a principal atividade desenvolvida, todas as granjas possuem sistema de criação intensivo convencional, 90,5% produzem no sistema de ciclo completo, 42,9% possuem entre 10 e 20 anos de existência e 38,1% possuem entre 100 e 500 matrizes. Quanto à infecção, a idade mais observada de ocorrência foi o período de creche (35,7%) e os sintomas nervosos foram os mais observados no momento do surto (59,4%). O controle da infecção se fez na maior parte das granjas por penicilina (26,2%) e o uso de vacinas ainda não é prática em todas as granjas. Apesar do reduzido número de questionários recebidos, os dados mostram uma tendência de que as granjas brasileiras, infectadas pelo S. suis, trabalham com o sistema intensivo de produção, sendo a maioria granjas de tamanho médio a grande e com mais de 10 anos de existência. Além disso, há uma tendência de que o surto da doença ocorra, em sua maioria, na fase de creche e o seu controle é feito por antibioticoterapia à base principalmente de penicilina.


Keywords


Suínos; Streptococcus suis; Questionário



DOI: https://doi.org/10.22456/1679-9216.16830

Copyright (c) 2018 Ana Elisa Del'Arco, Jósé Lúcio dos Santos, José Eurico Faria, Paula Dias Bevilacqua, Walter Vieira Guimarães, Paulo Sérgio de Arruda Pinto

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