Morfometria de ovários de fêmeas zebu Bos taurus indicus coletados em matadouro

Marcelo George Mungai Chacur, Nayara Coutinho Valentim, Ana Inês Sanchez Martinez, Raimundo Alberto Tostes, Sérgio do Nascimento Kronka

Abstract


O estudo da morfometria ovariana está diretamente ligado as suas aplicações práticas para realizar e interpretar os achados dos exames ginecológicos em vacas. O objetivo do trabalho foi estudar as características morfométricas de ovários de vacas zebu não prenhes, criadas na microrregião de Presidente Prudente-SP. Foram coletados 114 pares de ovários em abatedouro, mensurados quanto a sua espessura, comprimento, largura e volume; diâmetro e volume do folículo, e diâmetro e área do corpo lúteo. Foi observada diferença significativa para largura (1,95 cm e 1,83 cm) e volume (7,26 mL e 6,23 mL) dos ovários esquerdo e direito, respectivamente. Para o tamanho e volume dos folículos; e diâmetro e área dos corpos lúteos, não houve diferença significativa entre os lados. Houve correlação positiva (p<0,01) entre o volume do ovário esquerdo e a área do corpo lúteo. Na presença de folículos com diâmetro igual ou superior a 9 mm, o corpo lúteo do tipo maciço e protruso presente em 43,39% dos 53 ovários, predominou em relação ao tipo cavitário e incluso. Dos 84 ovários com corpos lúteos 26,20% eram do tipo incluso. Conclui-se que a presença de corpos lúteos inclusos, nas vacas zebu, pode resultar em falha durante o exame de palpação retal para estimar a atividade ovariana.


Keywords


Morfometria ovariana; Bos taurus indicus; Folículo; Corpo lúteo



DOI: https://doi.org/10.22456/1679-9216.15070

Copyright (c) 2018 Marcelo George Mungai Chacur, Nayara Coutinho Valentim, Ana Inês Sanchez Martinez, Raimundo Alberto Tostes, Sérgio do Nascimento Kronka

Creative Commons License
This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.