Avaliação da qualidade da água em microbacias hidrográficas de uma Unidade de Conservação do Nordeste do estado de São Paulo, Brasil
Palavras-chave:
monitoramento, recurso hídrico, conservação, Estação Ecológica de Jataí.Resumo
Partindo da premissa de que o uso e a ocupação da terra podem contribuir para as variações na qualidade da água, este trabalho analisou três microbacias hidrográficas (Mb1, Mb2 e Mb3) associadas à diferentes usos em seu entorno, no Médio Mogi Guaçu, Estação Ecológica de Jataí (EEJ), Luiz Antônio, SP. Durante 20 meses, foi feito o monitoramento de oito parâmetros físicos e químicos da água (pH, temperatura, condutividade elétrica, oxigênio dissolvido, turbidez, sólido suspenso e matérias orgânica e inorgânica) a montante e a jusante do córrego principal das microbacias. A análise estatística permitiu condensar o conjunto de valores obtidos e expressar a complexidade das relações existentes entre os parâmetros e entre as áreas, resultando na ordenação da qualidade da água (Mb3 < Mb1 < Mb2) e possibilitando a sua comparação com a classificação realizada por outros trabalhos nas mesmas microbacias a partir de diferentes parâmetros de qualidade da água, como a análise de macro invertebrados bentônicos. Os resultados mostraram que a microbacia considerada de maior tamponamento pela vegetação natural da EEJ (Mb2), também foi a de a de maior qualidade de água, segundo os parâmetros desse e dos outros trabalhos comparados. As outras microbacias Mb1 e Mb3, parcialmente inseridas na EEJ, apresentaram qualidade de água estatisticamente inferior, principalmente em relação aos sólidos suspensos. Isso parece estar relacionado com a ausência de vegetação ciliar nas margens e a presença de usos antrópicos e reforça a importância dos critérios utilizados na definição dos limites de uma Unidade de Conservação.
